Fundador do Wikileaks, Julian Assange, e a perseguição

WikiLeaks founder Julian Assange gestures during a news conference at the Ecuadorian embassy in central London

Assange, que começou em seu portal Wikileaks em 2006 a vincular documentos confidenciais e trazer à tona a verdade por trás das guerras e da política em geral, divulgou no seu site milhares de documentos internos da diplomacia norte-americana e do próprio exército. Os documentos revelaram parte dos objetivos dos Estados Unidos nas guerras e muito dos seus interesses e política para a América Latina.

Após o site publicar milhares de documentos norte-americanos, o país começou uma saga para impedir o funcionamento do site. Juntamente a isso, começaram os ataques ao fundador do site e seus colaboradores. Por vezes os Estados Unidos tentaram extraditá-lo para o país, com fracasso.

Em 2010, foi acusado, em uma clara campanha de calúnias, de ter abusado sexualmente de duas mulheres na Suécia, tendo sua prisão decretada pela Interpol. Assange se entregou e negou as acusações e denunciou por que isto foi feito para, da Suécia, manda-lo para os EUA. Tendo o seu último pedido de extradição para a Suécia negado, fugiu de sua prisão domiciliar se exilando da Embaixada do Equador em Londres em junho de 2012 onde se encontra desde então.

O relatório do WGAD tem por finalidade “aumentar a pressão política internacional sobre os governos da Grã-Bretanha e da Suécia, o objetivo do órgão é investigar casos de privação de liberdade imposta de forma arbitrária e inconsistente em relação ao Direito Intenacional e da Declaração Universal dos Direitos Humanos”. (idem)

A suposta pressão política internacional sobre a Grã-Bretanha e da Suécia pouco irá adiantar em relação ao caso de Assange, afinal de contas, não é segredo que o verdadeiro interessado na prisão de Assange é o governo dos Estados Unidos e não a Suécia ou Inglaterra, que agem como verdadeiros serviçais dos interesses norte-americanos.

É preciso exigir a liberdade de Julian Assange um perseguido político que de maneira grotesca procuraram disfarçar essa perseguição com uma acusação falsa de “crime sexual”.

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