Um 1º de Maio operário e socialista

O ato organizado pelo PCO na quadra dos bancários contou com a presença de diversos setores em luta, de trabalhadores e estudantes em greve

Pelo oitavo ano consecutivo, o Partido da Causa Operária organizou a partir de sua corrente sindical um ato de 1º de Maio independente, onde procurou dar voz aos ativistas das mais diversas mobilizações do último período.

Cerca de mil pessoas compareceram à quadra do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo para protestar contra a privatização dos Correios, contra a repressão nas universidades, em defesa do direito de greve, do direito de aborto para as mulheres etc.

Mais de uma dezena de oradores intervieram no ato. Em nome dos processados da USP, André Sarmento, membro do PCO e da AJR, e Rafael Alves explicaram ao público a a perseguição política aos estudantes que está sendo promovida por Rodas e o PSDB. Também tiveram voz companheiros da Unifesp, que falaram da repressão sofrida por eles no ano passado, bem como um estudante da Unesp Marília que falou da ocupação por eles realizada e pediu apoio à mobilização.

O companheiro Juliano Lopes interveio em nome do Coletivo de Negros João Cândido para repudiar a tentativa da direita brasileira, liderada pelo PSDB e DEM, de reduzir a maioridade penal, medida que vai afetar principalmenete a juventude pobre e negra das periferias.

A companheira Percilliane Marrara falou pelo Coletivo de Mulheres Rosa Luxeemburgo, e destacou a necessidade de uma campanha mais vigorosa em defesa do direito de aborto, que tem sido o tema central da ofensiva da direita contra as mulheres em todo o mundo. Ofensiva diante da qual a esquerda no Brasil tem capitulado sistematicamente, quando não servido de palanque para ela, como no caso do PSOL com Heloísa Helena ou da realização de atos de frente única com a reacionária Igreja Católica.

Falaram ainda companheiros dos municipários de São Paulo, Belo Horizonte, dos professores de São Paulo, que estão em greve nesse momento; do companheiro Messias, bancário demitido por perseguição política na Caixa Econômica Federal e da Associação de Moradores de Vargem Grande.

Outro destaque do ato foi a intervenção dos membros da Corrente Ecetistas em Luta, que ressaltaram a importância da vitória da oposição na Federação Nacional da categoria dos correios no ano passado. Essa vitória marca toda uma mudança que está começando a se operar no movimento sindical brasileiro, que tende a ultrapassar a burocracia para constituir direções verdadeiramente independentes.

No encerramento do ato falou o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, sobre a pressão do imperialismo sobre os governos de esquerda e nacionalistas da America Latina e como os trabalhadores tendem a ultrapassar esses governos, que capitulam sistematicamente diante da direita. No próximo período está colocada a construção de um amplo movimento da classe operária, independente da burguesia nacional, contra a direita e o imperialismo, que lute por um governo da própria classe trabalhadora.

Depois do ato, os participantes realizaram uma passeata pelo centro da cidade.

Na parte da tarde, foi realizada a parte cultural da atividade, protagonizada pelo grupo musical Raíces de America.

 

Publicado no Causa Operária Online número 3439, de quinta-feira, 2 de maio de 2013

 

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