A lei eleitoral faculta a utilização pelos partidos de 10 minutos por ano em rede nacional de rádio e televisão, excetuando, ninguém sabe por qual motivo, os canais da tv a cabo. Esta lei é um retrato do regime parlamentar em toda a sua extensão. Enquanto os partidos dos grandes capitalistas mantém um monopólio dos meios de comunicação, o cidadão comum que quiser criar um partido e concorrer livremente no regime democrático terá direito a 10 minutos por ano e mais alguns minutos durante a eleição. A mesma situação pode ser vista no que diz respeito ao fundo partidário. Enquanto que os partidos dos grandes capitalistas elegem centenas de deputados com o dinheiro desses capitalistas e o dinheiro do Estado quando o administram, os partidos que não gozam deste privilégio não têm deputados. Assim, a distribuição do tempo nos grandes meios eletrônicos e do dinheiro do fundo partidário fica definida de maneira completamente desproporcional em favor dos partidos dos capitalistas.
A lei eleitoral é uma complexa engrenagem para fazer com que o voto popular dê um resultado favorável a estes partidos que o próprio eleitor não pretendia. Nesse sentido, o parlamentarismo nada mais é que uma máquina cuidadosamente montada e manejada para controlar a opinião pública e a vontade popular, quando, em teoria, deveria ser a expressão desta opinião e desta vontade.
O Partido da Causa Operária participa desta farsa, logicamente, em primeiro lugar para denunciá-la e para lutar pela defesa dos direitos democráticos da classe operária e do povo em geral.



