JÁ NÃO É BALA DE BORRACHA

Dissolução da PM já!
Já não é bala de borracha
Polícia Militar atira com balas de chumbo contra estudante de 22 anos indefeso, que protestava contra a chamada Lei Geral da Copa imposta pelo imperialismo, que instaura estado de sítio contra a população

Neste último sábado, em manifestação contra a chamada Lei Geral da Copa imposta pelo imperialismo que instaura estado de sítio contra a população, o estudante Fabrício Proteus de 22 anos foi alvejado por dois (!!) tiros e corre perigo de vida.

Desde então Fabrício está internado em estado grave, mesmo após cirurgia, na UTI da Santa Casa, no bairro de Santa Cecília no Centro de São Paulo. Um dos tiros atingiu o tórax provocando hemorragia interna e outro na virilha.

Segundo a PM, Fabrício era adepto da tática “black bloc” e acusam-no de ter TENTADO atingir um policial com um estilete… Em reposta balas de chumbo! O fato aconteceu quando após longa perseguição, os PMs encurralaram os manifestantes na Rua Sabará e segundo moradores que registraram o ocorrido em vídeo divulgado na rede, teriam sido três a quatro tiros ao todo, tendo dois deles atingido Fabrício.

A Tropa de Choque atuou na repressão e também disparou contra manifestantes após realizar cerco em um hotel na Rua Augusta. Mais 135 manifestantes foram detidos pela polícia.

Vê-se claramente uma evolução desde as manifestações de junho. Embora se saiba que a atuação da PM sempre foi esta nas periferias e nos morros contra a população negra e pobre, além da repressão aos movimentos políticos e sindicais. Há um visível aumento da truculência policial contra a população, mostrando que o recuo em junho foi apenas uma manobra diante a enorme mobilização que se levantou contra esta barbárie, que agora destina-se não apenas a dissipar mas matar manifestantes.

A crise econômica continua avançando a passos largos, a inflação cresce, os levantes nas periferias são a constantes. Trata-se da tendência cada vez maior ao ascenso revolucionário das massas trabalhadoras que está empurrando o estado burguês e seus representantes políticos a adotarem medidas desesperadas fadadas que somente podem conduzir a inflamar mais os ânimos das massas. Como ficou visível para todo País em junho do ano passado, quanto maior a repressão maior será a revolta popular, maior será o aumento da consciência política das massas aobre a inviabilidade de manter-se a situação atual. A campanha pela dissolução de todo o aparato policial criado pela ditadura militar torna-se cada vez urgente.

Desmilitarizar e outras medidas parciais, como certos setores pequeno-burgueses defendem apenas servirão para encobrir a situação, sem modifica-la minimamente. O que é necessário é extinguir completamente esta organização de cima abaixo. Extinção e demissão de todos os quadros. O que deve preceder a criação e organização de uma milícia popular, de trabalhadores da cidade e do campo submetidos ao controle direto da população.

Do Diário Causa Operária Online de terça-feira, 28 de janeiro de 2014

 

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