A violência da PM no Brasil

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Na noite da última sexta-feira, 22, um estudante negro foi assassinado pela Polícia Militar em São Paulo.

O jovem chamava-se Allan Vasilesk, tinha 17 anos e era morador de um bairro periférico de Ferraz de Vasconcelos.

O momento do assassinato foi registrado por câmeras de um morador do bairro Jardim São João, onde o assassinato ocorreu.

O soldado, chamado Melquíades Nascimento Dias, que assassinou o jovem, alegou que o disparo não foi intencional e que, na verdade, a sua arma disparou nas costas do jovem quando ele corria atrás do jovem e “caiu bruscamente no chão, pois escorregou no piso molhado e acidentado”.

De acordo com moradores do bairro, o policial militar tentava incriminar Allan antes de tudo, mas que foi repreendido pelos residentes, que viram o jovem apenas fugindo da abordagem.

A mãe do estudante, Ivani Regina Vasilesk, conta que de acordo com o amigo que acompanhava Allan, o policial mirava na direção dos dois jovens e além disso, alega “Não tenho dúvida. Ele veio para matar meu filho”.

O soldado que matou o estudante foi absolvido da acusação de homicídio culposo e de acordo com nota da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo o policial foi “recolhido disciplinarmente no 32ºBatalhão”. Isso significa que ficará cinco dias no batalhão sem poder voltar para casa.

Casos assim, acontecem em escala quase que industrial. Todos os dias, trabalhadores, jovens, negros da periferia morrem pelas mãos da Polícia Militar.

Isso acontece, porque a PM não foi criada com o objetivo de defender os direitos da população civil e combater o crime. Na verdade eles são os maiores criminosos, assassinos do país.

A PM foi criada como um órgão de repressão do Estado burguês. Ela age de acordo com os interesses da burguesia de reprimir, assassinar a população pobre e negra, encarcera-la e garantir seus lucros na base do corte de direitos.

São vários os casos no qual a PM aparece assassinando pessoas sem motivo, prendendo com um critério social (se o individuo é pobre) etc.

Um caso recente e no qual serve como um exemplo significativo é o do jovem, menor de idade, que foi morto pela polícia militar que alegava que confundiu o skate que o garoto carregava com uma arma de fogo. Uma desculpa extremamente esfarrapada para justificar.

De acordo com dados da Anistia Internacional no Brasil, em 2012, a Polícia Militar matou 56 mil pessoas, sendo 30 mil jovens e entre eles 77% negros. Isso dá o total de 82 jovens assassinados por dia, Segundo eles, isso mostra um genocídio silenciado da população pobre e negra. E nós sabemos bem quem são os mandantes e os assassinos.

Diante do genocídio da população pobre e negra, é preciso mobilizar o povo, os trabalhadores, os negros e todos os setores oprimidos da população contra a PM, esse órgão no qual a única premissa para prender, matar é a classe social e a cor.

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