Mesmo com ditadura do tribunal, aeroviários e aeronautas paralisaram as atividades

Nessa quarta-feira, dia 3 de fevereiro, aeronautas e aeroviários fizeram paralisação em 12 aeroportos pelo País. As categorias compostas por trabalhadores como pilotos, comissários de bordo e trabalhadores em terra resolveram parar as atividades em protesto contra o não cumprimento da data base, que seria em dezembro, pelas empresas.

aeroviarios2A paralisação, organizada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), tem como pauta a reposição de 11% da inflação nos salários dos trabalhadores, retroativo à data base. As empresas querem fazer esse pagamento parcelado em três vezes, até novembro de 2016, um mês antes da data prevista para o próximo reajuste, causando perdas ainda maiores aos trabalhadores.

De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao menos 80% da frota deveria ser mantida em funcionamento, ou haveria multa de R$100 mil por dia de não cumprimento da determinação, o que não impediu que ocorresse, de acordo com a Infraero, ao menos 264 voos atrasados e 121 cancelados entre os voos domésticos. Mesmo com a ditadura do Tribunal, que passa por cima do direito de greve, a paralisação foi forte.

As mobilizações ocorreram nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Galeão, Viracopos, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza

Entretanto, de acordo com o site da Fentac, “Os aeronautas e os aeroviários de Guarulhos, Campinas, Recife, Porto Alegre e nas bases do Sindicato Nacional dos Aeroviários, representados pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC), decidiram em assembleias realizadas nesta quarta-feira (3), suspender a paralisação nos aeroportos até a próxima quarta-feira (10), depois do Carnaval”, na intenção de aguardar a construção de uma proposta para a reposição das perdas salariais, que deve ser apresentada ainda essa semana. Ainda de acordo com o site, tal decisão foi tomada pois “O TST e a Procuradoria Geral do Trabalho alertaram que caso paralisações aconteçam no período do Carnaval, o movimento será considerado abusivo.”

É preciso que a categoria não se intimide com a ameaça do tribunal que age de acordo com os interesses dos patrões.

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