Na Senzala: ONU quer punir Coreia do Norte por lançamento de foguete

Imperialismo quer ter o monopólio da produção de armas

 

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião de emergência para solicitar à comunidade internacional que a Coreia do Norte seja punida por conta do lançamento de um foguete.

O foguete, segundo as autoridades norte-coreanas, foi lançado com sucesso na manhã do último domingo e teria alcançado a órbita espacial, levando consigo um satélite. O governo afirmou que outros foguetes devem ser lançados em breve, com fins pacíficos e independentes. O Conselho de Segurança, por sua vez, afirma que o foguete, na verdade, é parte de um plano de testes de mísseis intercontinentais.

Os membros do conselho da ONU, dentre eles o próprio Estados Unidos, condenaram o lançamento, afirmando que se trata de uma violação das resoluções do próprio conselho. Já o Secretário Gerald a organização, Ban Ki Moon, afirmou que o lançamento do foguete pela Coreia do Norte foi um ato “profundamente deplorável” e pediu para que o país cesse suas “ações provocativas”. A representante dos EUA no conselho, Samantha Power, garantiu que o país sofrerá duras consequências por conta do lançamento do foguete.

A Coreia do Norte lançar um foguete espacial não tem absolutamente nada de grave. Na verdade, é absolutamente normal. Quer dizer, desenvolver sua tecnologia, inclusive a militar, deveria ser parte do programa de desenvolvimento de todos os países que possuem a capacidade de fazê-lo.

O Conselho de Segurança da ONU atua como um capataz, na tentativa de transformar o mundo todo em uma grande senzala, onde só alguns países podem ter armas. Em alguns países o imperialismo promove a invasão e completa destruição, com milhares de vítimas desarmadas, com o é o caso do Iraque. Diante disso, a atitude da ONU é passiva. Não é escandaloso, nem absurdo.

Outros países que conseguem fazer uma frente mínima diante desses desmandos, como é o caso da Coreia do Norte, são ameaçados pelo imperialismo de “sofrer duras consequências” por tentarem ter tecnologia igual à dos países imperialistas.

Sendo satélite ou arma de guerra, os testes e lançamentos da Coreia do Norte não deveriam ser alvo de qualquer represália, especialmente as vindas dos maiores patrocinadores de guerras e massacres mundiais, como é o caso dos Estados Unidos, que é quem manda de fato no Conselho de Segurança da ONU.

A ONU afirma que o lançamento do míssil norte-coreano é uma provocação à comunidade internacional. Na verdade, a provocação é da própria ONU, com essas ameaças de represália a um país que, mesmo com muito sucesso, será capaz de produzir no máximo 10% da capacidade bélica que possui, por exemplo, os EUA.

 

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