Eleja o PT contra Serra e ganhe a ditadura militar que o PSDB quer

Uma parte do eleitorado, desconfiado, não votou nem em Dilma Roussef nem em José Serra. Mas quase 50 milhões votaram no PT e com qual objetivo: ter um governo mais democrático, que atendesse as reivindicações populares ou pelo menos, não ter o governo do PSDB, da direita violenta e ditatorial, dos privatizadores etc.
Foi um completo engano.
Dilma Roussef nem mesmo tomou posse e a situação não poderia ser pior.
A presidenta eleita anunciou sua equipe econômica, anunciando, ao mesmo tempo, um plano de austeridade. A imprensa de direita, que tanto a combate durante a campanha eleitoral, nada disse em contrário. O motivo? É a política da própria direita que está sendo colocada em prática. No início do ano, ressaltamos que José Serra tinha um plano de austeridade, que este era uma exigência dos bancos internacionais e que, se Dilma ganhasse, como tudo já indicava, colocaria em prática um plano semelhante. Nada disso sequer foi objeto de discussão durante a campanha eleitoral, excetudando-se as denúncias do PCO.
Ao mesmo tempo, foi anunciada a privatização total dos aeroportos e a privatização dos correios, escondida durante a campanha eleitoral, foi, como prevíamos, retomada, colocando-se um dos articulares da entrega da ECT como ministro das comunicações.
Enquanto Dilma Roussef mostrava ao eleitorado de do PT e do PSDB como foram ambos feitos de idiotas (sim, porque a política de Dilma é a política de Serra e nem Dilma nem Serra esclareceram seus eleitores sobre os seus verdadeiros objetivos) Lula decidiu colocar em marcha uma operação para estabelecer uma ditadura militar, rasgando a Constituição e pisoteando todos os direitos de centenas de milhares de cidadãos brasileiros, nos morros do Rio de Janeiro.
A população operária do Rio de Janeiro está sob Estado de Sítio não declarado. Foi nisso que os eleitores do PT votaram? Na volta dos militares que foram expulsos do poder pela mobilização do povo?
Direitistas do PSDB e esquerdistas do PT, nas redes sociais , nas ruas, locais de trabalho e bares, se digladiaram para provar que o seu candidato estava mais certo do que outro e era a salvação do Brasil contra tudo o que há de mau no País. Agora, Dilma e Serra, PSDB e PT se unem para aprovar privatizações, austeridade e a ditadura militar, contra os eleitores dos dois partidos que nunca ouviram falar que nenhum dois iria fazer coisa semelhante.
A única força da direita é a presença da esuerda no governo servindo para encobrir a sua política antipopular. Sem Lula, sem José Dirceu, sem os sindicalistas do PT, sem a direção da UNE, sem a direção do MST e da CUT, o massacre que está sendo realizado no Rio pelos militares e o Estado de Sítio seriam absolutamente impossíveis. A direita precisa de uma esquerda para segurar o povo para ela bater.
Lula mandou esses militares ao Haiti para massacrar o povo haitiano. Em todos os momentos denunciamos mais esta barbaridade e ignomínia de colocar o País para fazer o serviço sujo do imperialismo norte-americano e mundial. Agora, a feras treinadas em ferocidade contra os nossos irmãos haitianos, estão matanto da população operária e negra dos morros do Rio de Janeiro.
A direita é fraca. Precisa do PT, de quem empresta o apoio popular, decrescente, para levar adiante a sua política. O PT, apesar de todo o discurso eleitoral, não tem política própria, exceto na sua grande capacidade de fazer demagogia e cooptar as lideranças populares para a politica da direita.
Os apoiadores do PT e do PSDB são, agora, obrigados a enfrentar a liquidação das suas ilusões políticas.

2 Respostas para “Eleja o PT contra Serra e ganhe a ditadura militar que o PSDB quer

    • Sem dúvida. O regime parlamentar é o regime do acordo entre situação e oposição, antes de qualquer conflito. A Inglaterra sempre foi o modelo mais acabado, com o seu gabinete sombra. Assim como o PT apoiou a maioria das questões essenciais da política de FHC, incluindo as privatizações, ora abertamente, ora veladamente, o PSDB apoiou a maior parte da política com PT com restrições menores aqui e acolá. Assim continuará sendo no governo Dilma, como já vemos na questão do Rio e das privatizações. Este acordo é um engrnagem cuja função principal é envolver o povo na miragem do jogo parlamentar.

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