Venezuela: Chamar o povo para esmagar a direita golpista nas ruas

Bandos fascistas de Capriles assassinaram quatro partidários do chavismo e incendiaram sedes do PSUV e outros locais após derrota nas eleições presidenciais

Sedes do PSUV, o partido chavista na Venezuela, nas estados de Anzoategui e Tachira, foram incendiadas por bandos organizados por Capriles nesta segunda-feira. Os locais foram atacados e começaram a queimar quando ainda havia pessoas dentro.

O recém-eleito Nicolás Maduro acusou Capriles de ser o responsável por criar uma atmosfera de violência para desestabilizar o país.

Pelo menos sete pessoas morreram e 61 ficaram feridas, segundo a rede Telesur.

Maduro foi informado a respeito dos ataques durante uma conferência de imprensa internacional, no palácio presidencial de Miraflores, na noite desta segunda-feira (16). Diante disso, declarou: “É esta a Venezuela que vocês querem? Esta é a Venezuela que vocês estão promovendo, candidato derrotado? Você é responsável por esse incêndio criminoso. Eu o responsabilizo porque você levou a violência para as ruas, você é o responsável. Eu o considero responsável por quaisquer feridos e mortos diante de todo o país.

“Chega desses abusos, que mostram o que mundo sabe que tipo de ala direita temos aqui na Venezuela: uma ala direita que é capaz de qualquer coisa. Eles ficam ofendidos quando dizemos que eles se parecem com a ala direita dos anos 1930 na Alemanha, uma direita intolerante, que nunca refreou sua intolerância e arrogância, sem exageros”.

Há uma ameaça concreta de golpe de Estado. Os atentados contra as sedes do PSUV marcam a guinada da direita, que decidiu atuar por fora dos mecanismos parlamentares de controle do Estado.

Apesar da retórica contra a direita, até agora Maduro e o PSUV não reagiram ao ataque. A reação típica dos governos nacionalistas e de frente popular é capitular diante da ofensiva golpista.

A direita venezuelana decidiu que vai ganhar as eleições “nas ruas”, no “tapetão”. Esse é o significado dos ataques desta segunda-feira.

É preciso combater a extrema-direita fascista nas ruas, não com discursos, mas com a mobilização das massas trabalhadoras e populares.

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