A repressão não descansa no País do carnaval

confusaomelhor

O carnaval é a festa mais popular do Brasil. Foi uma conquista das camadas mais pobres da população brasileira que, a contragosto da burguesia, saíam às ruas com suas músicas para festejar. Com a generalização da festa, a classe dominante foi obrigada a ceder ao mesmo tempo em que viu no carnaval uma fonte de lucro. Assim, a burguesia foi aumentando o controle sobre a festa.

Esse controle, no entanto, não torna menos popular o carnaval. Existe uma grande tendência a formação de blocos e manifestações independentes. Por esse motivo, a direita mais reacionária sempre procurou atacar o carnaval.

A direita coxinha que ama Miami não pode suportar uma festa tão popular, tão brasileira e tão negra.

A campanha coxinha contra o carnaval é a mesma que feita contra o futebol. Não à toa são as duas maiores manifestações da cultura popular do País. Segundo os coxinhas, o carnaval e o futebol são demonstrações de inferioridade do brasileiro. Para eles, seria mais agradável um futebol americano e uma festa de Helloween.

Com a aproximação do carnaval, os coxinhas começaram uma campanha contra o suposto “gasto” com o carnaval. Segundo os inimigos do povo, o governo não deveria financiar a cultura popular para gastar com outras coisas “mais importantes”, como saúde e educação. Esse é o típico cinismo da direita, que serve para esconder o financiamento dos banqueiros e capitalistas com dinheiro público.

Mais ainda, a campanha coxinha contra o carnaval esconde que a Rede Globo impôs um monopólio sobre o carnaval e lucra rios de dinheiro com ele. A Globo criou um carnaval “oficial” que se impõe sobre as manifestações espontâneas do povo.

Nesse sentido, a política contra o carnaval é direcionada contra essas manifestações independentes, representadas principalmente pelos blocos de rua. Aqui, vale um “alerta” para a esquerda pequeno-burguesa que repete a política coxinha. A campanha contra o carnaval e o futebol é uma política anti-povo e, mais ainda, uma política que serve para favorecer o monopólio da burguesia sobre a festa.

O principal objetivo da campanha contra o carnaval, além de garantir os lucros dos grandes monopólios capitalistas, é desmoralizar a cultura popular nacional. Por isso, chegou-se ao ponto, em vários lugares, de a polícia ter sido chamada para reprimir blocos de carnaval. O caso mais recente foi no Rio de Janeiro, quando a Guarda Municipal agrediu foliões em um bloco de rua.

A melhor maneira de dominar um povo é acabando com sua cultura. Futebol e carnaval são os alvos preferidos da direita coxinha e pró-imperialista e também da esquerda pequeno-burguesa que se revela cada vez mais um braço do imperialismo. É a classe média, serva da burguesia, atacando o povo.

Antes de qualquer coisa, é preciso que haja completa e irrestrita liberdade de organização dos blocos carnavalescos. Ao contrário do que defendem os coxinhas, o Estado deveria financiar, promover e incentivar todo o tipo de manifestação cultural do povo.

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