Policiais envolvidos na morte de mais 20 pessoas são libertados

Prisão teria passado do “limite legal”

Negros - Juliano - 13-2-16 - Policiais de Osasco libertados

Em agosto do ano passado, mais de vinte pessoas morreram em Osasco, em uma ação coordenada por homens encapuzados que, quase ao mesmo tempo, atiraram nas pessoas em bares da cidade.
O crime ficou conhecido como a Chacina de Osasco, e por um longo período a polícia e a imprensa burguesa tentaram mascarar a realidade que saltava aos olhos: a participação a Polícia Militar nas execuções.
Essa conclusão era óbvia por diversos fatores: os calibres usados nas execuções eram de armas de porte restrito, de uso militar. A covardia das execuções, com pessoas sendo mortas com tiros na nuca, também denunciaram a participação da PM. Além da coordenação na ação e o uso de capuzes e roupas escuras; método usado em quase todas as mortes.
Depois de muita conversa e enrolação das autoridades, algumas investigações concluíram que policiais estavam envolvidos. Mais tarde, sete policiais foram presos acusados de participarem da chacina.
Essas prisões foram feitas para acalmar a revolta do povo diante de tamanha atrocidade e sem nenhuma única pessoa responsável e presa. Mas elas também são feitas de maneira coordenada.
É por essa razão que o Tribunal de Justiça Militar, através do juiz José Álvaro Machado Marques, revogou as prisões desses setes policiais na tarde da última sexta-feira, dia 12. A justificativa, negada a 40% dos presos brasileiros, é que eles estavam presos preventivamente e o tempo da prisão excedeu o prazo legal.

Execução: o funcionamento regular da PM

Só em São Paulo quase duas dezenas de chacinas foram registradas no ano de 2015. Se levarmos em consideração os outros estados e as chacinas que sequer foram registradas como tal, não é possível saber quantas pessoas efetivamente foram mortas dessa maneira.
Esse método, ao contrário do que diz a imprensa burguesa, é uma característica típica da ação de policiais. Geralmente é usado para espalhar o terror em um determinado bairro, vingar a morte de algum policial, fazer acertos, ou fazer a limpeza social e racial, como foi o caso da Candelária.
A libertação dos policiais envolvidos na Chacina de Osasco só comprova que a corporação tem carta branca para promover execuções.
É por essa razão que a tentativa de reformar a polícia sempre acaba em fracasso. Em grande medida, a atuação das polícias já é fora lei, não obedece um regimento. Por essa razão é que se levanta a reivindicação de dissolução da PM, o fim da corporação.

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