Plekhanov

Rui Costa Pimenta

 

O marxismo encontrou o seu maior e mais completo desenvolvimento como teoria revolucionária na Rússia, como expressão, ao mesmo tempo, do desenvolvimento da revolução proletária na Europa e da história revolucionária da própria Rússia.

Neste dia 30 de maio, estaremos relembrando um dos mais importantes teóricos marxistas russos no 90º aniversário da sua morte, George Plekhanov.

Plekhanov foi uma das maiores inteligências que o marxismo já teve. Militante revolucionário, profundo conhecedor da história revolucionária da Rússia e homem de extraordinária cultura.

Foi profundo conhecedor do marxismo, o que lhe possibilitou ser, além das teses originais que concebeu baseadas na teoria dos seus mestres Marx e Engels, um dos maiores divulgadores desta teoria em todos os tempos. Foi, nesse sentido, professor de gigantes do marxismo como Lênin e Trótski sobre os quais exerceu enorme influência teórica.

Lênin o considerava o marxista vivo que melhor compreendia as questões da filosofia em geral e da filosofia marxista. Foi o mais importante teórico da literatura e das artes que o marxismo já teve, influenciando as concepções artísticas de Lênin e Trótski e, de certa forma, toda a cultura revolucionária russa de forma decisiva.

A obra de Plekhanov, neste terreno, pela sua profundidade e seriedade se coloca muito acima do idealismo pseudo marxista que veio a ser conhecido como crítica da literatura em tempos posteriores.

Plekhanov foi discípulo de Marx e, inclusive em um sentido literal e pessoal, do grande Frederico Engels a quem chamava “meu mestre”.

Mais, foi também o maior herdeiro de toda a espantosa tradição revolucionária russa que vai dos decembristas de 1825 até Chernichevski. Este último, particularmente, grande homem e grande teórico, seguidor de Hegel, deu uma inestimável contribuição para o estabelecimento do marxismo revolucionário caracteristicamente russo.

Após a revolução russa de 1917, traficantes intelectuais que buscavam no marxismo material para o seu comércio teórico burguês utilizaram-se da evolução oportunista de Plekhanov em seus últimos anos para denegri-lo, coisa que os verdadeiros revolucionários russos, os bolcheviques, nunca o fizeram, apesar de terem sido eles que combateram as suas teorias.

Trótski, em um escrito dos anos 30, diz claramente que o Plekhanov oportunista é uma excrescência e que o verdadeiro Plekhanov é o revolucionário: “este é o nosso”, integrando-o claramente na herança teórica da classe operária na IV Internacional como um dos seus grandes defensores de todos os tempos.

O ataque contra Plekhanov, que vem das hostes pequeno-burguesas idealistas que querem cobrir seus farrapos teóricos com o manto enobrecedor do marxismo é, na realidade, um ataque contra a revolução proletária e uma tentativa de domesticar o marxismo à religiões intelectuais pequeno-burguesas.

 

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