Guerra na Síria: o imperialismo pede água

Forças nacionalistas sírias avançam na manutenção do poder e os governos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita pedem mediadores internacionais em Genebra

Syria Tic Tac Toe

No dia 1º de fevereiro, segunda feira, começaram as negociações em Genebra entre representantes dos grupos do Alto Comitê de Negociações (ACN) financiado pela Arábia Saudita e o representante do presidente Sírio Bashar Al Assad, o chefe do governo Sírio, Bashar Jaafari.

As negociações sobre o conflito Sírio em Genebra começaram tensas, já que no dia 31 de janeiro, um ataque à cidade de Genebra, em uma região com o principal núcleo xiita de Damasco matou mais de 60 pessoas e o EI (Estado Islâmico ou como pode ser chamado ISIS ou Daesh) assumiu o ataque de dois homens bomba. A frente Al-Nusra também de orientação Sunita assumiu o carro bomba que explodiu no mesmo local.

Os grupos paramilitares financiados pelos Estados Unidos e ligados primeiramente à Arabia Saudita e depois aos aliados como Israel e Turquia, fazem ofensivas diretas ao governo de Bashar Al Assad. O encontro de Genebra reflete a força que o Governo Sírio, auxiliado pelo Irã e Rússia, tem conseguido no combate às forças golpistas na região, principalmente contra o Estado Islâmico.

A imprensa burguesa publica diariamente matérias culpando o governo sírio e o exército por fazer ofensivas e sitiar cidades. O governo e o exército estão, no entanto, fazendo frente aos diversos ataques, de diversos grupos de oposição, que tentam derrubar Assad. Grupos como a Al-Nusra, um braço da Al-Qaeda, roubam comida e medicamentos, negociando-os com os moradores e extorquindo ouro e outros produtos.

As recentes vitórias em pontos estratégicos como Aleppo (ao norte da Síria, perto da fronteira com a Turquia), em Hamah, onde foram expulsos os terroristas da Al-Nusra, e em Latakia, que dá acesso ao Mar Mediterrâneo estão dando extrema vantagem as forças nacionalistas na Síria.

A crise do imperialismo tem um ponto importante na guerra da Síria que mina o poder que o imperialismo tenta impor ao país e o seu domínio do Oriente Médio. Isso fica evidente também nos próprios Estados Unidos, onde o candidato da esquerda do Partido Democrata, Bernie Sanders, ganha força, o que coloca em xeque a força dos candidatos preferidos dos monopólios econômicos, no total desastre econômico, político e social advindo da guerra no Iraque.

O governo russo ao lado dos governos nacionalistas como Síria e Irã, e os Estados Unidos financiando a Arábia Saudita, estão disputando o poder em vários países do Oriente Médio e Europa. Essas disputas tomam países como Síria e Iêmen como palco para disputas econômicas e militares. A Ucrânia, local importante para os dois países, tanto pelo local estratégico (saída para o Mar Negro) e fronteira com a Rússia, quanto pelas riquezas minerais também entra como peça chave no conflito. Com os ganhos do exército Sírio apoiado pelos aviões Russos, o governo dos Estados Unidos, que tem sua política externa controlada pelo núcleo-duro do regime, a direita Democrata e os Republicanos, está enviando mais armamentos e tropas para a Ucrânia, com o fim de pressionar a Rússia.

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