Trabalhadores fazem greve geral contra reforma da previdência na Grécia

Protesto contra a reforma da previdência reuniu 50 mil trabalhadores em Atenas, houve repressão policial aos manifestantes

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Na quinta-feira, 4 de fevereiro, milhares de trabalhadores tomaram as ruas na Grécia em protesto contra a reforma da previdência. A reforma é parte do acordo do governo do Syriza com a União Europeia (UE) para conseguir um pacote de “resgate” para a economia do País. Na verdade, o acordo consiste em uma capitulação do governo às exigências do imperialismo de seguir implantando políticas de austeridade contra os trabalhadores gregos.

A mobilização começou na terça-feira, com uma greve nos transportes. Na quinta-feira, cerca de 50 mil trabalhadores se reuniram na Praça Sintagma, em Atenas, para protestar contra os ataques do governo à aposentadoria. É o maior protesto desde 2010, e o maior durante o governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, que se elegeu em janeiro de 2015 prometendo o fim da austeridade, capitulou nas negociações com a UE e chamou novas eleições, para surgir como novo gerente das políticas neoliberais do imperialismo para a Grécia.

A Confederação Grega dos Sindicatos do Setor Privado (GSEE) e a União dos Funcionários do Setor Público (ADEDY) chamaram a participar da greve geral e do protesto de quinta-feira. Juntaram-se ao protestos os agricultores, que estão bloqueando rodovias desde o final de janeiro contra medidas de austeridade do governo do Syriza. A reforma da previdência prevê contribuições maiores, aposentadorias e pensões menores e uma idade mínima maior para se aposentar, que será aos 67 anos.

Durante o protesto, a polícia reprimiu os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo. O imperialismo, por da burocracia da UE e do FMI, exige que o governo corte as aposentadoria esse ano no valor de 1% do PIB. Desde 2010 já houve 11 cortes no valor das aposentadorias.

A experiência dos trabalhadores com o governo do Syriza pode levar a um deslocamento à esquerda, resultado da luta contra as políticas de austeridade. Por outro lado, a capitulação do partido também fortaleceu a extrema-direita, representada pelo partido Aurora Dourada.

A extrema-direita vem crescendo em toda a Europa, impulsionada pela burguesia como uma alternativa de governos de força contra a classe trabalhadora. Para a burguesia e o imperialismo está colocada a necessidade de impor aos trabalhadores que paguem pela crise capitalista. É pelo mesmo motivo que está colocada uma política golpista da direita em diversos países na América do Sul, a serviço do imperialismo. A luta dos trabalhadores contra a austeridade é também a luta contra a direita. Essa luta pode parar o golpe na região, e pode parar o avanço do Aurora Dourada na Grécia.

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