Dia 13: nova manifestação da direita “coxinha”

Os “coxinhas” irão as ruas novamente no próximo dia 13 de março defender o golpe, a ditadura, a privatização e a perseguição contra o povo. É preciso mobilizar a classe trabalhadora para enfrentá-los nas ruas

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Para o próximo dia 13 de março está marcado um novo “coxinhato”, assim ficaram popularmente conhecidas as mobilizações contra o governo do PT realizadas pela direita golpista. O ato está sendo convocado pelos grupos direitistas como o “Movimento Brasil Livre”, “Vem pra Rua”, “Revoltados Online”, além de receber apoio dos partidos da direita, como o PSDB, e da imprensa.

A manifestação ocorrerá praticamente um ano após o primeiro ato a  favor do golpe realizado pela direita, dia 15 de março de 2015. Este foi o maior ato realizado pelos golpistas até hoje, contando, é claro, com a sempre fiel colaboração da imprensa burguesa que na época chegou a afirmar, absurdamente, que havia mais de um milhão de pessoas na Avenida Paulista.

De acordo com uma das principais lideranças dos “coxinhas”, Kim Kataguri, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) esse é um dos objetivos da manifestação, comemorar o aniversário do primeiro ato.

Outro objetivo, esse mais político e mais concreto, relaciona-se com a expectativa da direita de que o processo de impeachment da presidente Dilma seja retomado no próximo mês, com o retorno dos trabalhos na Câmara dos deputados.

O “coxinhato” ocorrerá em um contexto de nova investida da direita a nível nacional e internacional. No campo nacional ocorre principalmente contra o ex-presidente Lula. Desde o início do ano a direita vem mobilizando todas as suas forças por meio da golpista operação Lava Jato na tentativa de incriminar e destruir Lula.

O ex-presidente representa uma ameaça aos interesses imperialista. Mesmo se o golpe for vitorioso, a possibilidade de nova candidatura de Lula e sua provável vitória pode por abaixo a manobra golpista.

No campo internacional, mais especificamente na América Latina, a direita, após ganhar maioria na Assembleia Nacional, intensifica sua campanha contra o presidente venezuelano Nicolas Maduro. Investe diretamente uma série de ataques contra os trabalhadores e toda a esquerda após a vitória do capacho imperialista, Maurício Macri, na Argentina.

Campanha no carnaval

Os golpistas, ao que tudo indica, estão colocando peso na convocação do novo ato. Após o verdadeiro fiasco das últimas mobilizações ocorridas no final do último ano, há uma tentativa de intensificação da campanha.

Um exemplo disso foi a propaganda feita no sambódromo do Anhembi em São Paulo durante o desfile das escolas de samba. De acordo com a página do Movimento Vem Pra Rua no facebook, foram distribuídos mais de 5 mil leques convocando para a manifestação do dia 13.

Ainda que a manifestação seja pequena, como de fato é, há sempre como recorrer as manobras rasteiras da imprensa burguesa e seus números exorbitantes. Vale lembrar que o principal apoio dos golpistas não vem da rua, não vem do povo, mas  dos milhões de reais investidos pelo imperialismo, das tomadas de câmera e fotos falsificadas divulgadas pelos meios de comunicação da burguesia.

Mais uma vez o fascismo vai às ruas

O que se verá nas ruas do Brasil no próximo dia 13, é a mesma escória fascista de sempre. Pessoas de classe média alta, que apesar de toda a demagogia em relação ao patriotismo, a camisa amarela da seleção brasileira de futebol, à bandeira nacional, na realidade odeiam de corpo e alma o Brasil, sua cultura e seu povo.

São os defensores do imperialismo norte-americano, da privatização de todas as empresas nacionais, da redução da maioridade penal, da ditadura militar, do fim das liberdades democráticas, da perseguição aos setores de esquerda, aos trabalhadores. São aqueles que têm como grandes ídolos  figuras fascitóides  e antipopulares como Jair Bolsonaro, Eduardo Cunha, Aécio Neves, entre outros. Aqueles que reverenciam a PM e suas chacinas, o estado de exceção criado por Sergio Moro.

Contra essa verdadeira escória, é necessário mobilizar os trabalhadores em cada local de trabalho e os setores de esquerda e progressistas. Seguir o exemplo da última manifestação convocada

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