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CAUSA OPERARIA – ÚLTIMA EDIÇÃO

CAUSA OPERÁRIA Nº 887, DE 13 A 19 DE FEVEREIRO DE 2016
Arquivo do autor:Rui Costa Pimenta
Estudantes da USP fazem campanha contra os processos no centro de São Paulo
Estudantes processados e militantes do PCO estão organizando uma campanha de rua no centro de São Paulo. Todos os dias, companheiros montam uma banca na Praça do Patriarca para colher assinaturas contra os processos, distribuir panfletos e adesivos da campanha e informar a população sobre o que está acontecendo na universidade.Esta iniciativa é de suma importância para ampliar a campanha contra os processos. Sem duvidas, essa é uma oportunidade ímpar para debater com a população o problema da repressão nas universidades, a privatização da USP e todos os ataques do governo do PSDB contra a educação pública.
A atividade permite que a luta contra os processos antija os trabalhadores, que também sofrem com os ataques do PSDB. Na tarde da última quarta-feira, os processados realizaram uma campanha em duas atividades dos movimento sociais. Na parte da manhã, foram colhidas assinaturas dos trabalhadores do movimento sem-teto que protestavam em frente à prefeitura. Na parte da tarde, a atividade foi realizada na assembleia dos servidores da prefeitura de São Paulo.
O aumento da repressão e perseguição política aos diversos setores organizados de trabalhadores e estudantes nos últimos tempos tem colocado a necessidade de uma ampla campanha conjunta contra estes ataques.
A unidade dos estudantes com os trabalhadores é fundamental para barrar a ofensiva contra as liberdades democráticas. Diante desta ofensiva da direita contra os movimentos de luta é necessário realizar uma ampla para reunir todos que estão sendo perseguidos dentro e fora das universidades.
A campanha de rua precisa do seu apoio. É preciso defender a universidade pública e gratuita e a liberdade de expressão e organização. Convidamos todos a participarem desta iniciativa.
Venezuela: Chamar o povo para esmagar a direita golpista nas ruas
Bandos fascistas de Capriles assassinaram quatro partidários do chavismo e incendiaram sedes do PSUV e outros locais após derrota nas eleições presidenciais
Sedes do PSUV, o partido chavista na Venezuela, nas estados de Anzoategui e Tachira, foram incendiadas por bandos organizados por Capriles nesta segunda-feira. Os locais foram atacados e começaram a queimar quando ainda havia pessoas dentro.
O recém-eleito Nicolás Maduro acusou Capriles de ser o responsável por criar uma atmosfera de violência para desestabilizar o país.
Pelo menos sete pessoas morreram e 61 ficaram feridas, segundo a rede Telesur.
Maduro foi informado a respeito dos ataques durante uma conferência de imprensa internacional, no palácio presidencial de Miraflores, na noite desta segunda-feira (16). Diante disso, declarou: “É esta a Venezuela que vocês querem? Esta é a Venezuela que vocês estão promovendo, candidato derrotado? Você é responsável por esse incêndio criminoso. Eu o responsabilizo porque você levou a violência para as ruas, você é o responsável. Eu o considero responsável por quaisquer feridos e mortos diante de todo o país.
“Chega desses abusos, que mostram o que mundo sabe que tipo de ala direita temos aqui na Venezuela: uma ala direita que é capaz de qualquer coisa. Eles ficam ofendidos quando dizemos que eles se parecem com a ala direita dos anos 1930 na Alemanha, uma direita intolerante, que nunca refreou sua intolerância e arrogância, sem exageros”.
Há uma ameaça concreta de golpe de Estado. Os atentados contra as sedes do PSUV marcam a guinada da direita, que decidiu atuar por fora dos mecanismos parlamentares de controle do Estado.
Apesar da retórica contra a direita, até agora Maduro e o PSUV não reagiram ao ataque. A reação típica dos governos nacionalistas e de frente popular é capitular diante da ofensiva golpista.
A direita venezuelana decidiu que vai ganhar as eleições “nas ruas”, no “tapetão”. Esse é o significado dos ataques desta segunda-feira.
É preciso combater a extrema-direita fascista nas ruas, não com discursos, mas com a mobilização das massas trabalhadoras e populares.





