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Impulsione com o PCO a mobilização contra a perseguição a Lula e o golpe

 

Na Plenária do próximo sábado, partido organizará colagens e panfletagens junto com militantes de outros partidos, do movimento operário, popular e da juventude para convocar Ato do dia 17, no Fórum da Barra Funda

 

Junto com ouros partidos de esquerda (como o PT e o PCdoB), organizações sindicais nacionais – como a CUT  e a CTB -, entidades do movimento popular – como o MST e a CMP – e estudantil – como a UNE, UBES etc. – o Partido da Causa Operária está convocando uma manifestação para o próximo dia 17, no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, em protesto contra a sórdida perseguição levada adiante contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  por parte das alas mais reacionárias da burguesia nas últimas semanas e que sinalizam claramente que a ofensiva golpista não só não retrocedeu – como anunciaram alguns setores da esquerda, no final de 2015 – como se intensificou e se tornou mais desesperada.

 

A direita não tirou férias e partiu para um novo ataque

 

Derrotada na sua tentativa de apresentar a campanha pelo impeachment como algo popular, depois do fracasso das manifestações coxinhas convocadas para dezembro – que tiveram menor público que as anteriores, enquanto as manifestações contra o golpe cresceram – a direita golpista não tirou férias. Pelo contrário, intensificou sua campanha de perseguição por meio de alguns dos aparatos que controla como é o caso da Justiça, da Polícia Federal e da imprensa burguesa, dominada por um reduzido número de grandes monopólios.

Nesta nova etapa da campanha o alvo principal dos ataques da direita é o  ex-presidente Lula e sua família. Com isto, os golpistas evidenciam que além de derrubar o atual governo eleito pretendem impor um verdadeiro regime ditatorial, colocando Lula e o PT na ilegalidade (se possível prendendo o dirigente petista), com o que abrem caminho para perseguir e banir toda a esquerda e impor um regime de brutal cassação de direitos e das liberdades democráticas (já restritas no regime atual) da maioria da população.

Como ficou demonstrado em outros países em que a política golpista do imperialismo se impôs pelas mais diversa vias (como no Egito, Ucrânia, Honduras, Argentina etc.) o imperialismo e seus servos da direita em nosso País apostam no golpe para impor, através de um regime de repressão, um violento retrocesso nas condições de vida das massas, diante do agravamento da crise capitalista.

 

Plenária vai ampliar mobilização contra o golpe

 

Desde as primeira movimentações golpistas (como na farsa do julgamento do mensalão), o PCO não titubeou em denunciar os objetivos da direita pró-imperialista e buscou convocar as primeiras mobilizações de rua contra o golpe e os saudosistas da ditadura militar (como em março de 2014, quando chamou – com anarquistas e ativistas independente das esquerda – a marcha antigolpista e antifascista, contra as “comemorações” organizadas pela direita em torno dos 50 anos do golpe de a964).

No ano passado, o partido participou ativamente da convocação, organização e realização de todos os atos convocados unitariamente pela esquerda contra o golpe.

Agora é hora de intensificar esta mobilização. De esclarecer amplamente as parcelas dos trabalhadores e da juventude (em seus locais de trabalho, estudo e moradia), sobre os reais objetivos da campanha golpista ( que nada tem a ver com o combate à corrupção).

Para debater a campanha da direita e impulsionar a mobilização dos seus militantes, simpatizantes e de companheiros independentes e de outros partidos que queiram participar desta luta o PCO está convocando todos os interessados a participarem da Plenária de análise e debate sobre a situação política, no próximo sábado (13) – a partir das 9h30 -, na Rua Serranos, 90,  ao final da qual discutiremos as medidas concretas para participar da organização de caravanas da Capital e do Interior paulista, organizaremos colagens e panfletagens de materiais da campanha contra o golpe.

No dia 17 (quarta-feira), vamos organizar um coluna de companheiros de várias regiões do Estado para participar do ato que está sendo convocado para o Fórum Criminal da Barra Funda, que fica na Avenida Doutor Abrahão Ribeiro, 313 – a partir das 10h.

 

[Para ver mais sobre a posição do PCO, leia também em http://ruicpimenta.com/2016/02/10/dia-17-nas-ruas-contra-a-perseguicao-a-lula-e-o-golpe/ ]

Delenda Lula

 

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A palavra de ordem da imprensa capitalista agora é destruir Lula. A campanha incessante contra o PT e vários de seus dirigentes não foi suficiente.

Em 2012, foi realizado o julgamento do caso do mensalão, que terminou com um dos principais dirigentes do PT, José Dirceu, preso. Desde então, as denúncias contra o PT, cuidadosamente selecionadas e orquestradas, não pararam, até que finalmente chegaram em Lula.

Enquanto ignoram sem pudor as denúncias mais escabrosas contra membros do PSDB e outros partidos de direita, quando se trata de Lula chegam a inventar denúncias e transformar tudo em escândalo e uma campanha política permanente.

A operação que se iniciou em 2012 é uma operação golpista que visa derrubar a qualquer custo o governo do PT e que tem o monopólio da imprensa capitalista como um de seus principais instrumentos.

Agindo em acordo com o Judiciário e a Polícia Federal (que estaria legalmente sob o controle do governo petista), que levam à frente as investigações, a imprensa é fundamental para dar destaque a todo tipo de denúncia envolvendo o PT e agora, Lula.

A campanha visa destruir a autoridade política de imagem de Lula e, se possível, condená-lo, como fez com diversos outros dirigentes petistas, tornando-o inelegível.

O objetivo é evidente. No caso de o golpe ser bem sucedido, seja por meio do impeachment ou qualquer outro expediente, a possibilidade de Lula se lançar candidato inviabilizaria que se chamasse novas eleições, já que ele teria grandes chances de ser vitorioso e isso anularia toda a operação golpista ou forçaria a que o governo pós-golpe se transformasse em uma ditadura aberta.

No caso de o golpe não ser vitorioso mais ainda se torna perigosa a candidatura Lula. Uma vitória em 2018 seria intolerável para a o imperialismo que poderia passar do golpe “branco” para um golpe mais agressivo, como um golpe militar.

Destruir Lula é tentar eliminar a possibilidade dessas variantes e garantir a vitória do golpe.

Assim como o senador romano Catão, que sempre terminava seus discursos pedindo a destruição de Cartago (Delenda est Cartago), a imprensa capitalista e os golpistas não vãoai descansar até que Lula seja destruído ou que o PT seja completamente submetido.

Caso Neymar: mais uma etapa da campanha imperialista contra o futebol brasileiro

Neymar poses with his new jersey next to sports director Andoni Zubizarreta and vice-president Ferran Bartomeu after signing a five-year contract in Barcelona

A imprensa capitalista tem dado destaque a dois processos envolvendo o atacante da Seleção Brasileira e do Barcelona, Neymar Jr. Os dois processos, um no Brasil e outra na Espanha, envolvem o jogador, seu pai, e dirigentes do Barcelona e do Santos, atual e ex-clube do atacante.

No Brasil, o jogador e seu pai são denunciados pelo Ministério Público Federal por sonegação de impostos e falsidade ideológica. O pai de Neymar seria o mentor do esquema que forjou documentos para deixar de pagar a Receita Federal. A acusação diz que as empresas ligadas as jogador, a Neymar Sport e Marketing, a N&N Consultoria Esportiva e Empresarial e a N&N Administração de Bens, Participações e Investimentos, são de fachada, usadas para desviar dinheiro de salário e transições envolvendo Neymar.

Na Espanha, onde o processo já está em andamento, Neymar, o pai e o atual e ex-presidente do Barcelona prestaram depoimento em Madri, na terça-feira, dia 4. As investigações dizem respeito aos valores pagos na transferência do atleta do Santos para o Barcelona. O clube e a família do jogador teriam divulgado valores abaixo do que foram acertados. O clube catalão informou em 2013, época da contratação, que a transação havia custado 17 milhões de euros, porém, quando o então presidente Sandro Rosell renunciou, a direção do Bracelona admitiu ter gastado 57 milhões, valor que foi elevado para 83,3 milhões pela Procuradoria espanhola.

A denúncia foi feita pelo fundo de investimentos brasileiro DIS, que alega ter sido enganado por não ter recebido a porcentagem correta que lhe cabia pela contratação do jogador. A DIS também alega que foram ocultadas ofertas maiores de outros clubes ao jogador.

Mais uma vez, a corrupção

As informações sobre o que de fato aconteceu são muito confusas. Essa semana, Neymar divulgou em seu sítio oficial na internet uma reposta às acusações. Na nota, o procurador do Ministério Público Federal, Thiago Lacerda Nobre, responsável pela denúncia no Brasil, é acusado de estar sendo movidos por interesses “extracampo”, de estar “procurando holofotes” e de estar passando por cima de Súmula do STF que prevê que os acusados “só poderiam ser considerados “sonegadores” ao fim do processo em tramitação na receita federal”, segundo palavras da nota publicada no sítio do jogador (http://www.neymaroficial.com/pt/posts/quatro-perguntas-ao-procurador-thiago-lacerda). De fato, como tem sido uma constante no judiciário brasileiro, o que vigora é o “culpado por suspeita”. Antes mesmo de serem levantadas provas, o denunciado já é considerado um criminoso, sempre quando é de interesse da imprensa capitalista e da direita golpista.

O que chama a atenção no caso de Neymar é justamente isso. Muitos jornalistas de esquerda tem comemorado a repercussão das denúncias alegando que Neymar é um apoiador/eleitor de Aécio Neves. Mas isso não resolve o problema.

Claro que o imprensa golpista fará um ótimo trabalho para ocultar a ligação do PSDB com Neymar, mas esse não é o ponto central do problema.

Neymar e seu pai não são o PSDB, não são Aécio Neves e não são sequer representantes políticos da direita nacional. Se fossem, não estariam ocupando páginas da Veja, da Folha e do Estadão e os noticiários da Rede Globo.

Fato é que Neymar foi escolhido pela imprensa golpista como o novo alvo da “luta contra a corrupção”. Com certeza, essa escolha não está relacionada com sua declaração de apoio a Aécio Neves.

Difícil não é acreditar que possa ter havido irregularidades nas transições envolvendo Neymar. Difícil mesmo é acreditar que o caso é o único e isso explica o destaque dado pela imprensa golpista. É justamente isso que chama a atenção.

O problema da “luta contra a corrupção” levantado pela direita é sempre e em todos os casos um disfarce para algum tipo de golpe. E o golpe, nesse caso, está muito claro: o escândalo envolvendo Neymar é parte e continuação da campanha golpista e pró-imperialista contra o futebol brasileiro.

De novo a campanha contra o futebol brasileiro

A campanha contra o futebol brasileiro é antiga. Há muito tempo o futebol sofre com as tentativas dos Europeus de imporem seu estilo. Mas ao contrário do que parece, não se trata de um problema superficial de um “estilo contra o outro”. O que está em jogo é a desmoralização do futebol brasileiro e latino-americano com o objetivo de impor uma dominação completa dos grandes monopólios.

Para os grandes monopólios que exploram o futebol – de longe o esporte mais popular do mundo – é muito mais vantajoso que haja uma padronização europeia.

É isso o que está por trás também da intervenção norte-americana na FIFA, que com a desculpa de corrupção, excluiu todos os dirigentes ligados ao futebol latino-americano para fortalecer uma ala diretamente ligada aos interesses imperialistas na FIFA.

Nesse sentido, é preciso fazer com que os brasileiros se convençam de que se deve torcer para o Barcelona ou o Real Madrid e não para um clube brasileiro. Para os monopólios, vender camisas dos clubes europeus é muito mais lucrativo. Isso apenas para citar um exemplo.

O ataque contra o maior jogador da atualidade, o brasileiro Neymar, é parte dessa campanha de desmoralização. Apesar de ser jogador do Barcelona, é preciso convencer que não há nada de extraordinário nos jogadores brasileiros, ainda que seja o “óbvio ululante” como diria Nelson Rodrigues em artigos dos anos 60 que já tratavam sobre o problema da tentativa de desmoralização do futebol brasileiro.

Mein Kampf é de distribuição permitida em Israel

Circulação da obra foi proibida no Rio de Janeiro em recente decisão do judiciário

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Recentemente uma decisão do Poder Judiciário do Rio de Janeiro impediu de circulação e comercialização o livro Mein Kampf, de Adolf Hitler, uma espécie de manifesto nazista.

A justificativa para tal decisão é que a lei brasileira proíbe a divulgação do nazismo em solo brasileiro e, nesse sentido, a obra deveria ser banida. As pessoas não podem ler o livro e tirar suas próprias conclusões.

O problema é que se trata de uma publicação, um texto, em grande medida histórico e que não pode ser alvo de censura só por ser “politicamente incorreto”.

Quem seria o poder censor? O Poder Judiciário, que detém em seu currículo vasta ligação com os regimes mais direitistas do Brasil, como a ditadura militar.

Provando que não passa de uma decisão abertamente fascista da justiça, Alemanha e Israel, dois países onde os povos foram envolvidos diretamente com o problema do nazismo, não proíbem a circulação do livro. No caso de Israel, os judeus foram as principais vítimas do nazismo, e nem por isso o livro que trata do problema foi banido.

Isso demonstra que a decisão da justiça brasileira tem somente o objetivo de abrir um precedente para que as publicações sejam controladas pelo Estado, que sejam editadas, proibidas ou permitidas em parte, etc.

Nesse primeiro momento, a justiça tenta se apresentar como politicamente correta, cassando um livro nazista, mas depois, esse tipo de decisão irá atacar abertamente os textos e publicações revolucionários.

Cunha: de volta para o início

Aliado do presidente da Câmara dos Deputados interfere em andamento da comissão de ética que deverá voltar à estaca zero

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Em nova manobra regimental, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), agiu em favor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) interferindo no andamento do Conselho de Ética da Casa. Maranhão anulou a sessão do conselho que aprovou a admissibilidade do processo de investigação de Eduardo Cunha fazendo com que volte para o início, quando foram iniciadas as discussões sobre o caso.

Por 11 votos a 9, a sessão de 15 de dezembro de 2015 decidiu que seria aberto o processo de investigação das denúncias. No último dia antes do recesso, 22 de dezembro, no entanto, Maranhão determinou a anulação. A decisão foi no apagar das luzes do funcionamento da Casa; e apenas chegou à presidência do conselho, dia 2 de fevereiro de 2016.

Denúncia contra Cunha

O presidente da Câmara dos Deputados, neste processo, é acusado de quebra de decoro parlamentar por mentir a seus pares durante depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras.

Ele teria mentido ao declarar não possuir contas no exterior. O Ministério Público da Suíça encaminhou ao Ministério Público Federal do Brasil provas de que é proprietário de contas que acumularam milhões de reais naquele país. Existe ainda a suspeita de que as contas, também em nome de sua esposa, serviam para manter recursos conseguidos através de propina do esquema investigado pela operação Lava Jato.

A Procuradoria Geral da República aguarda que o Supremo Tribunal Federal julgue pedido de abertura de investigação contra Cunha por outras acusações. Entre elas, ter recebido, entre junho de 2006 e outubro de 2012, pelo menos US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras. As acusações tem origem em delação premiada da operação Lava Jato. O STF julgará, ainda, pedido de afastamento do parlamentar do cargo. Segundo Teori Zavascki, presidente do STF, ambos devem ser julgados ainda neste mês de fevereiro.

Protelação do processo

Agora, com a manobra de seu aliado, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), fica protelada ainda mais a possibilidade de ser aprovado o processo de cassação.

“Dou provimento ao recurso n. 104/2015 do senhor deputado Carlos Marun para determinar nova discussão e assegurar aos membros do Conselho de Ética e decoro Parlamentar direito ao pedir vista do parecer”, escreveu Maranhão.

O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), afirmou que vai acatar a determinação. “Ele reclamou que o recurso [do deputado Marun] foi apresentado à Mesa Diretora da Câmara sem antes passar pelo próprio Conselho de Ética e que houve uma demora de cerca de 40 dias para ser informada da decisão” (Folha de S. Paulo, 2/2/2016).

Essa não é a primeira vez que Cunha, através de seus aliados, interfere no andamento da comissão. O próprio vice-presidente da Casa já havia dado ordem para afastamento do primeiro relator do processo, Fausto Pinado (PRB-SP). O parecer era a favor das investigações.

Essa nova ação mostra como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, continua tendo controle da situação e que todo o clima, apresentado pela imprensa, de que as coisas teriam se virado contra ele não passou de mera encenação.