Atentados de Boston. Quem são os terroristas? Quem está por trás?

 

Na segunda-feira, 15 de abril, durante a tradicional Maratona de Boston, a detonação de duas bombas deixou como saldo três pessoas mortas e 160 feridas.

Como suspeitos foram apontados dois rapazes de origem tchetcheno que moravam no país desde a infância. O principal suspeito, o irmão mais velho, de 26 anos, foi assassinado pelo FBI porque supostamente teria resistido à prisão. O segundo, de 19 anos, está preso. Segundo declarações da mãe deles declarou, o rapaz mais velho estava sendo monitorado pelo FBI havia cinco anos.

A cidade de Boston foi imediatamente militarizada. A campanha da imprensa burguesa foi gigantesca e agressiva, mostrando, de maneira mórbida, pedaços de corpos espalhados pelo chão. Os canais de TV ficaram vários dias praticamente só falando no sucedido. Na mesma semana, uma planta industrial de fertilizantes em Texas tinha explodido, devido à falta de investimentos adequados, provocando a morte de 15 pessoas, 60 desaparecidos e quase 200 feridos. Um atentado na capital do Iraque, Bagdá, deixou um saldo de quase 60 mortos. A imprensa burguesa quase não falou nada.

 

Quem está por trás do atentado?

 

Um estudo do qual participou a Universidade de Berkeley, Califórnia, concluiu que de 158 tentativas de atentados terroristas que aconteceram nos EUA desde o 11.9.2001, pelo menos em 49 deles houve a participação de agentes infiltrados do FBI.

Desta vez, o ataque foi tão escancarado que até alguns órgãos da imprensa imperialista chegaram a questiona-lo. O Yahoo News publicou uma matéria intitulada “Quem está por trás das bombas da Maratona de Boston?”, onde colocou quatro hipóteses, das quais uma delas era o próprio governo; foi algo sem precedentes na ultra-controlada imprensa imperialista norte-americana.

Um conhecido jornalista (do site especializado Infowars) questionou o governador do estado de Massachusett, Deval Patrick, sobre se o atentado poderia ter sido provocado pelo próprio governo com o objetivo de atacar as liberdades civis. Até o jornal neo-conservador Atlantic Monthly, ligado a figurões da direita como Jeffrey Goldberg e Christopher Hitchens, publicou uma matéria intitulada “O que é um ataque ‘falso positivo’ e o que Boston tem a ver com isso?”, chegando inclusive a reconhecer a existência de precedentes em relação ao envolvimento do FBI.

A suposta luta contra “terrorismo” é usada como a bandeira para permitir todo tipo de abusos contra as massas. A imprensa burguesa usa a propaganda para forçar as pessoas a acreditarem que o terrorismo é a questão mais importante do país, sob a mensagem de que “os terroristas odeiam você e a sua liberdade”. Enquanto isso, a ultradireita do Tea Party já tem falado que, como complemento à Lei Patriótica de 2001, devem ser permitidos as revistas corporais integrais a qualquer momento, mecanismos que facilitem aumentar o número de policiais nas ruas, o aumento das tropas nas ruas, a implementação do TSA (segurança que hoje funciona nos aeroportos) nos shopping centers. Essas medidas se somam à renovação da lei FISA (Foreign Intelligence and Surveillance Amendments Act) no final do ano passado, que permite espionar os cidadãos sem ordem judicial e que agora também autorizou a fazê-lo, legalmente, com qualquer cidadão no mundo. Todo aquele que se opor aos trilionários repasses de recursos públicos aos especuladores financeiros pode ser considerado um terrorista.

Os serviços de espionagem das principais potências estão por trás da maioria dos ataques terroristas, pelo menos nos países imperialistas. O atentado de Boston foi um ato de desespero promovido pela direita que mostra que conforme o imperialismo vá apodrecendo torna-se uma espécie de leão ferido, capaz de qualquer barbárie. O atentado representa, portanto, mais um sinal evidente do aprofundamento da crise capitalista.

Publicada no Causa Operaria Online número 3431, de 24 de abril de 2013

Leia o Suplemento do jornal Causa Operária nº 97

suplemento JCO - 1º de maio-3_Página_1suplemento JCO – 1º de maio-3

Estudantes da USP fazem campanha contra os processos no centro de São Paulo

campanha_72_uspEstudantes processados e militantes do PCO estão organizando uma campanha de rua no centro de São Paulo. Todos os dias, companheiros montam uma banca na Praça do Patriarca para colher assinaturas contra os processos, distribuir panfletos e adesivos da campanha e informar a população sobre o que está acontecendo na universidade.

Esta iniciativa é de suma importância para ampliar a campanha contra os processos. Sem duvidas, essa  é uma oportunidade ímpar para debater com a população o problema da repressão nas universidades, a privatização da USP e todos os ataques do governo do PSDB contra a educação pública.

A atividade permite que a luta contra os processos antija os trabalhadores, que também sofrem com os ataques do PSDB. Na tarde da última quarta-feira, os processados realizaram uma campanha em duas atividades dos movimento sociais. Na parte da manhã, foram colhidas assinaturas dos trabalhadores do movimento sem-teto que protestavam em frente à prefeitura. Na parte da tarde, a atividade foi realizada na assembleia dos servidores da prefeitura de São Paulo.

O aumento da repressão e perseguição política aos diversos setores organizados de trabalhadores e estudantes nos últimos tempos tem colocado a necessidade de uma ampla campanha conjunta contra estes ataques.

A unidade dos estudantes com os trabalhadores é fundamental para barrar a ofensiva contra as liberdades democráticas. Diante desta ofensiva da direita contra os movimentos de luta é necessário realizar uma ampla para reunir todos que estão sendo perseguidos dentro e fora das universidades.

A campanha de rua precisa do seu apoio. É preciso defender a universidade pública e gratuita e a liberdade de expressão e organização. Convidamos todos a participarem desta iniciativa.

 

 

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Palestra-debate sobre o stalinismo será sábado, dia 27

cartaz de convocação do debate

Venezuela: Chamar o povo para esmagar a direita golpista nas ruas

Bandos fascistas de Capriles assassinaram quatro partidários do chavismo e incendiaram sedes do PSUV e outros locais após derrota nas eleições presidenciais

Sedes do PSUV, o partido chavista na Venezuela, nas estados de Anzoategui e Tachira, foram incendiadas por bandos organizados por Capriles nesta segunda-feira. Os locais foram atacados e começaram a queimar quando ainda havia pessoas dentro.

O recém-eleito Nicolás Maduro acusou Capriles de ser o responsável por criar uma atmosfera de violência para desestabilizar o país.

Pelo menos sete pessoas morreram e 61 ficaram feridas, segundo a rede Telesur.

Maduro foi informado a respeito dos ataques durante uma conferência de imprensa internacional, no palácio presidencial de Miraflores, na noite desta segunda-feira (16). Diante disso, declarou: “É esta a Venezuela que vocês querem? Esta é a Venezuela que vocês estão promovendo, candidato derrotado? Você é responsável por esse incêndio criminoso. Eu o responsabilizo porque você levou a violência para as ruas, você é o responsável. Eu o considero responsável por quaisquer feridos e mortos diante de todo o país.

“Chega desses abusos, que mostram o que mundo sabe que tipo de ala direita temos aqui na Venezuela: uma ala direita que é capaz de qualquer coisa. Eles ficam ofendidos quando dizemos que eles se parecem com a ala direita dos anos 1930 na Alemanha, uma direita intolerante, que nunca refreou sua intolerância e arrogância, sem exageros”.

Há uma ameaça concreta de golpe de Estado. Os atentados contra as sedes do PSUV marcam a guinada da direita, que decidiu atuar por fora dos mecanismos parlamentares de controle do Estado.

Apesar da retórica contra a direita, até agora Maduro e o PSUV não reagiram ao ataque. A reação típica dos governos nacionalistas e de frente popular é capitular diante da ofensiva golpista.

A direita venezuelana decidiu que vai ganhar as eleições “nas ruas”, no “tapetão”. Esse é o significado dos ataques desta segunda-feira.

É preciso combater a extrema-direita fascista nas ruas, não com discursos, mas com a mobilização das massas trabalhadoras e populares.