Arquivo do autor:Henrique Áreas de Araujo

Contra a corrupção: lava-jato persegue apenas empresas nacionais

A “punição seletiva” mostra a quem serve os juízes da lava a jato

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A Operação Lava-Jato já prendeu alguns presidentes, diretores de empresas que mantinham contratos com a Petrobras, políticos do PT também foram presos, todos citados em delações premiadas.

No decorrer destes processos diversos contratos foram bloqueados e cancelados e em sua maioria eram contratos da petrolífera com empresas brasileiras.

Denunciada por punir apenas companhias brasileiras, as operações da República do Paraná intervieram no funcionamento e contratações de empreiteiras nacionais chegando a congelar suas operações.

No entanto, variadas companhias internacionais, como firmas com sedes na Itália, Holanda, Estados Unidos, Alemanha e outros países também foram citadas em delações premiadas, envolvidas em esquemas de corrupção com a Petrobras. Essas empresas, no entanto, receberam tratamentos diferenciados, não foram punidas.

Fica claro que o objetivo da Lava-Jato, além da derrubada do governo petista, é a privatização da estatal de petróleo e o fortalecimento de empresas imperialistas, m detrimento das nacionais.

Qualquer notícia envolvendo firmas nacionais vira tema de intensa campanha de desmoralização e ataques. Quando se trata de grandes empresas imperialistas, a imprensa golpista silencia.

Os casos da Alston e da Siemens, envolvidas no escândalo do trensalão do governo tucano em São Paulo são exemplos de que mesmo com as denúncias nada acontece com empresas imperialistas.

Estas denúncias evidenciam que a luta contra a corrupção nada tem a ver com uma luta pela “moralidade” em busca de empresas “honestas”. A Lava-Jato serve como um escritório dos interesses dos grandes monopólios imperialistas no Brasil.

Um dos pioneiros da causa antimanicomial é assassinado na Bahia

Marcus Vinícius de Oliveira era professor aposentado de Psicologia. Sua morte está envolvida com a disputa de terra entre indígenas e fazendeiros da região

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O professor universitário aposentado do curso de Piscologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Marcus Vinícius de Oliveira Silva, de 57 anos, foi assassinado na noite da última quinta-feira, 5, no povoado de Pirajuía no Recôncavo baiano.

Marcus Vinícius era militante na luta antimanicomial no país, considerado um dos pioneiros na criação dos Centros de Atuação Psicossocial, os Caps.

De acordo com as investigações, dois homens o procuraram em sua residência na noite de quinta-feira, por volta das 19 horas, dizendo que uma amiga passava mal. Após concordar em seguir até a casa da amiga, juntamente com os dois suspeitos, Marcos Vinícius foi levado para uma estrada de terra onde foi executado com um tiro na cabeça.

O professor também atuava como mediador de conflitos de terra envolvendo comunidades indígenas e fazendeiros no município onde morava, Salinas das Margaridas. O mais provável é que seu assassinato esteja relacionado a esse fato.

O Conselho Federal de Psicologia ressaltou, em nota, o papel destacado que teve Marcus Vinícius na luta pela reforma psiquiátrica no Brasil.

O assassinato de Marcus Vinícius mostra que a direita fascista está cada vez mais à vontade para cometer seus crimes.

O golpe do IDESP e imprensa – Nada funciona, mas tudo melhorou na Educação

Propinas nos contratos de merenda desviaram milhões, mais de 4 mil salas de aulas fechadas, milhares de professores sem aulas na primeira atribuição…. mas a venal imprensa burguesa a serviço do governo tucano anunciam, cinicamente, que o IDESP subiu e tudo ficou melhor

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Às vésperas de começar um novo ano letivo, depois de um ano em que os professores fizeram mais de três meses de greve e centenas de escolas estaduais fora ocupadas pela comunidade escolar contra a tentativa de fechar até mil escolas, impor a transferência compulsória de mais de um milhão de alunos e aprofundar o caos reinante na escola pública dirigida pelos tucanos, governo Geraldo Alckmin e sua servil imprensa burguesa, anunciam, com o cinismo que lhe é peculiar que 2015 foi o ano de maior avanço nas escolas estaduais do Estado de São Paulo.

A afirmação foi feita com base num suposto aumento dos índices do Idesp (índice de desenvolvimento da educação), divulgado nos últimos dias pelo portal da Secretaria de Educação, que acrescenta que São Paulo alcançou o melhor índice da educação pública estadual.

Depois da tempestade de 2015…. não vem a bonança

Todos lembram de 2015 como um ano de muitas lutas, onde os professores realizaram a mais longa greve de sua história (92 dias), ocuparam as ruas de São Paulo, a Assembleia Legislativa, fecharam dezenas de importantes avenidas e rodovias em todo o estado, isso tudo contra a truculência do governo tucano que age de forma autoritária contra a categoria e a população, congelando os salários, fechando salas, deixam dezenas de milhares de professores sem emprego (na duzentena), ainda no primeiro semestre.

No segundo semestre de 2015 o governo tentou impor a “reorganização escolar”, com a qual pretendia fechar até mil escolas, como já havia feito em 1995. Novamente professores, alunos, pais, movimentos sociais se levantaram contra tal ação e barraram, através da mobilização, manifestações, protestos e ocupação de escolas, a reorganização imposta pelo PSDB.

O ano de 2016 começou com as denúncias das propinas recebidas por deputados e líderes do PSDB vindas da merenda escolar, além do fechamento de mais mil escolas, segundo levantamento parcial realizado pelo sindicato dos professores (APEOESP). Em cerca de um terço das subsedes da entidade (33) forma apuradas 594 salas fechadas, com o que é possível prever mais de mil salas fechadas neste ano, somadas às fechadas em 2015, seriam mais de 4 mil salas de aulas a menos.

Com tais números, crescem os casos de superlotação estimulados pelo governo que autorizou um aumento de 10% do máximo de alunos por sala, podendo cehgar a 44 no ensino médio.

Cegueira comprada com dinheiro da Educação

A imprensa que “não vê” o caos, mas “enxerga” o progresso da escola tucana é (não por coincidência) a mesma beneficiária de contratos milionários de assinaturas de jornais e revistas feitos pelo governo estadual com verbas subtraídas da Educação: mais de R4 50 milhões por ano.

Assim a imprensa golpista, capaz – por exemplo – de fazer alarde com o número de visitas que o ex-presidente Lula tenha feito a um sítio, trata como um episódio menor (em qualquer destaque) a denuncia de que o próprio ex-secretário da Educação tenha recebido R$ 100 mil pela renovação de um único contrato de fornecimento de merenda escolar e que as propinas nos contratos bilionários do setor variem de 10 a 25%, beneficiando deputados e homens de confiança do governo tucano– conforme relatado por dirigentes da Coaf (cooperativa de produção de alimentos familiar) presos, escutas telefônicas e outras provas levantadas pelo Ministério Público e Policia Civil.

Alemanha: quem quer derrubar Ângela Merkel?

O agravamento da crise dos refugiados na Europa pode levar ao fortalecimento da extrema-direita, diante de uma disputa dentro do próprio Imperialismo

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Com o avançar da crise de refugiados do Oriente Médio e Norte da África na Europa, deu-se início uma campanha que pede a saída da chanceler alemã, Angela Merkel (CDU, Democracia Cristã). A chefe de governo de direita defende a entrada de uma quantidade de imigrantes limitada, de acordo com o interesse da burguesia industrial do país, que almeja mão-de-obra barata. Há, no entanto, uma campanha exterior à Alemanha para a migração ao país e também a oposição da crescente extrema-direita xenófoba.

Está no cargo desde 2005 e é a pessoa mais importante dentro da União Europeia. Devido à sua política de abertura das fronteiras, em 2015, o país recebeu 1,1 milhão de refugiados, foi a maior quantidade da Europa. Para este ano, a expectativa é de que o número seja parecido ou ainda maior.

“Se a Europa fracassar no assunto dos refugiados, sua estreita relação com os direitos civis universais serão destruídos”, disse a chanceler alemã.

Campanha de imigração para a Alemanha

Apesar de o governo ter adotado uma política de abertura das fronteiras para refugiados e imigrantes em geral, esta posição não é fruto de uma política humanitária e nem parte apenas do governo. O objetivo do governo com esta abertura e da campanha em torno dela é a entrada de imigrantes para suprir a necessidade da indústria de mão-de-obra barata.

O presidente da Federação da Indústria Alemã (BDI, da sigla em alemão), Ulrich Grillo, afirmou na metade de 2015 que as empresas do país suportariam a entrada de 800 mil refugiados. A necessidade desta população trabalhadora se deve ao envelhecimento da população alemã, além do alto salário do trabalhador da zona do euro.

Prova de que não se trata de uma questão humanitária, ligada à Guerra Civil Síria, como divulga a imprensa é que a maior parte dos refugiados que vai para a Europa não é por razão da guerra, mas por questões econômicas. A devastação econômica dos países do Oriente Médio e do Norte da África, fruto da própria política imperialista na região é o grande impulsionador desta peregrinação.

Além do apoio do governo, grande parte da campanha a favor dos refugiados na Alemanha parte de fora da Europa. Segundo o site orientalreview.org a campanha feita no Twitter através dos EUA e Austrália tem o objetivo de atacar a condição social na Alemanha e a sua economia. Outra consequência disso seria o fortalecimento da extrema-direita xenófoba.

Um dos motivos para este ataque dos EUA a Alemanha é o recente distanciamento das duas potências. O governo americano está se opondo em diversos lugares a governos apoiados pelo governo russo. Na Ucrânia, um dos últimos casos, que resultou na queda do governo pró-russo e em uma guerra civil, a Alemanha apoiou a ação financiada pelos EUA, mas teve efeitos negativos na sua economia, que depende em parte do fornecimento de gás russo.

Estupros em Colônia: armação?

O crescimento da extrema-direita já é um fato na Alemanha, como tem ocorrido em todos os países imperialistas desde a crise de 2008. Ligada ao capital financeiro e movida por ideais nacionalistas, grande parte resquício do nazismo, esta ala ganhou um novo impulso com a crise migratória.

A extrema-direita é contra os refugiados e tem organizado protestos e ataques aos campos de refugiados no país. Apenas em 2015, foram registrados mais de 1.600 ataques contra estrangeiros na Alemanha.

Na virada do ano, um suposto ataque de milhares de refugiados a mulheres em Colônia serviu para pressionar o governo e impulsionar as manifestações contra os refugiados. Na manhã do dia 1º, duas mulheres deram queixa de estupro dentro de uma estação de metrô e em seguida cerca de 200 pessoas denunciaram abusos e assédio na festa de réveillon da cidade.

Segundo relato da jornalista canadense Marcia Adair, que trabalha e vive em Colônia, ela estava na estação do metrô em que o suposto ataque teria ocorrido, mas só ficou sabendo do fato após a divulgação nos noticiários.

“Eu estava sozinha na estação principal, depois da meia-noite, como muitas vezes eu fico, feliz por ter tido uma noite agradável assistindo fogos de artifício no Reno. Imagine minha surpresa, seis dias depois, ao descobrir que eu tinha estado a menos de 100 metros de uma gangue de estupradores itinerante sem perceber que alguma coisa estava errada”, relata a jornalista no portal canadense nationalpost.com. Adair ainda destaque que o que mais teme não são os supostos estupradores, mas o medo que a notícia está gerando na população do país.

Apesar do tamanho das denúncias, as informações sobre estes ataques são vagas e estranhamente não há sequer imagens que comprovem o ocorrido. A maior parte de vídeos e fotos vazada após a denúncia dos estupros é falsa, segundo investigação feita pelo portal france24.com.

Mesmo assim, a campanha na imprensa contra os refugiados árabes foi grande. O maior exemplo foi a charge contra os refugiados feito pelo jornal francês Charlie Abdo, que sofreu um ataque no ano passado. Na charge, o garoto de 3 anos Aylan Kurdi, que apareceu morto em uma praia na Turquia, após sua família tentar fugir de barco da Síria é retratado ao lado de homens perseguindo mulheres e questionando o que ele faria se tivesse crescido.

Um dos grupos de extrema-direita que teve grande destaque com manifestações após as notícias de Colônia foi PEGIDA (sigla em alemão para Europeus Patriotas Contra a Islamização do Ocidente) que se organiza há dois anos para atacar refugiados e estrangeiros. Foi esta crise também que abriu espaço para pedirem a renúncia da chanceler Angela Merkel.

Organizações de esquerda e humanitárias, que defendem os asilados, chegaram a fazer manifestações contrárias à campanha da extrema-direita. Em alguns casos, as manifestações foram consideravelmente maiores que dos xenófobos, mas o destaque na imprensa foi menor.

A campanha em torno do suposto ocorrido em Colônia levará a um endurecimento da legislação contra os refugiados e estrangeiros em geral, segundo compromisso já feito pelo parlamento alemão. Acusações de crimes que possam levar a ao menos um ano de detenção, poderão levar os estrangeiros a serem extraditados do país.

O endurecimento das leis de asilo e o cerco que pode ocorrer nas fronteiras da Alemanha terão como resultado fortalecimento da extrema-direita, assim como a possível queda de Merkel.

Presidente da Argentina governa por decretos: emergência na área de segurança pública em todo o país

Maurício Macri  leva adiante todos os programas do imperialismo e usa a desculpa do combate ao narcotráfico para agir belicamente em todo o país

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O presidente argentino, apoiado pelo vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden,  decretou  na terça feira (19/01) que aviões considerados hostis tem autorização para serem abatidos pelas Forças Armadas e mais várias oito medidas que ficarão em vigor por um ano podendo ser prorrogada por mais um.

Macri dá galopes em direção a firmar um governo cada vez mais ditatorial. Transferindo às Forças Armadas cada vez mais poder, o presidente cria um “estado de sítio” no país e dá um caráter bélico ao Estado Argentino.

O decreto, forma já completamente estabelecida por Macri de governar e já contam mais de 30, passa por cima de qualquer validação do congresso e marca que o governo Argentino macrista está cada vez mais se mostrando um governo golpista e autoritário.  A máscara de governo democrático já caiu.  Macri já não é apenas um Aécio Neves Argentino pois foi eleito: podemos apenas imaginar como seria se Aécio fosse eleito no Brasil.

Macri decretou uma espécie de “pena de morte sem juízo prévio”. Basta apenas  pegarmos o caso de 2001 em que a força aérea peruana abateu um avião com base na mesma política e eram missionários pela paz. O caso levantou a atenção pois eram norte-americanos. Muitos outros casos ocorreram.

O decreto segue: “aquisição do material indispensável para aumentar a vigilância da fronteira fluvial, dos portos, e dos espaços marítimos de jurisdição nacional”.

Patrícia Bullrich, a ministra de Segurança da Argentina, continua o anúncio criando uma espécie de UPP ( Unidade de Polícia Pacificadora) na argentina. “Vamos entrar nos lugares que consideramos que o poder está nas mãos do narcotráfico e não do Estado. Vamos fazer isso de maneira confidencial”. O exército fará esse papel.

Macri, por decreto, nomeou juízes, demitiu funcionários públicos, limitou a liberdade de imprensa, prendeu opositores em função de liderar ocupações, e agora dá poder às Forças Armadas

A Argentina passou recentemente por uma brutal ditadura (1976-1983), e com Maurício Macri no poder,  um governante que não leva nenhum debate em consideração, governa por decretos, anuncia para a população medidas já tomadas, vai seguindo as determinações imperialistas e assim se estabelece como figura emblemática da direita. As condições para uma ditadura na Argentina vão se consolidando.