Dia 17, nas ruas contra a perseguição a Lula e o golpe

O PCO convoca a unidade dos trabalhadores e da esquerda contra os ataques da direita golpista que visa impor um regime ditatorial para atacar os direitos democráticos da maioria da população, reprimir a luta dos trabalhadores e da juventude e impor um profundo retrocesso nas condições de vida dos explorados

 

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Os partidos de esquerda, organizações sindicais – como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) -, populares – como o MST e CMP – e estudantis – como a UNE – que integram a Frente Brasil Popular e demais setores que se se opõem à operação golpista da direita que quer derrubar o governo de Dilma Roussef para colocar em seu lugar um governo completamente ligado aos interesses do imperialismo, estão convocando uma manifestação para o próximo dia 17, no Fórum Criminal da Barra Funda.

Desta vez,  o protesto se opõe aos ataques contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizados pelas alas mais reacionárias da burguesia, por meio de alguns dos principais aparatos dominados pela direita pró-imperialista como a Justiça, a Polícia Federal e a venal imprensa burguesa, dominada por meia dúzia de grandes monopólios.

A Frente Brasil Popular divulgou Nota de Solidariedade, no último dia 5, na qual  “repudia a forma seletiva como vêm sendo conduzidas as investigações da Operação da Lavo Jato”, ao mesmo tempo em que protesta contra “a forma criminosa e manipuladora com que a mídia tradicional cobre e transmite as versões dos fatos, tendo como principal interesse atingir a imagem e a honra do ex-presidente Lula”. No documento em que convoca o Ato, a Frente assinala ainda que “não aceitará a postura golpista e antidemocrática que tanto setores do poder Judiciário como a grande mídia tentam impor ao povo brasileiro”.

O Partido da Causa Operária (PCO), que foi pioneiro no chamado à mobilização contra o golpe e que vem participando de todas as atividade de mobilização contra a campanha da direita golpista, se soma também a esta iniciativa, entendo que os ataques contra Lula e sua família por parte da direita, são parte essencial da operação golpista em curso.

Para a direita pró-imperialista não basta derrubar Dilma. Ela precisa também colocar  Lula “fora do jogo”, pois sabe que caso concretize o impeachment (ou a saida de Dilma por outro mecanismo) precisa deixar o ex-presidente fora da disputa, para que possa realizar novas eleições e dar uma aparência democrática ao regime saído do golpe.

As acusações contra o ex-presidente visam impedir a possibilidade de uma nova candidatura de Lula (com grande apoio eleitoral entre os trabalhadores) e uma nova derrota da direita.

Os ataques contra Lula e o PT – que vem se realizando há vários anos – visam abrir caminho para o aprofundamento em larga escala da onda direitista de ataques aos direitos democráticos do povo brasileiro, de brutal repressão contra as lutas dos trabalhadores e da juventude, de perseguição á organização política, sindical e social dos explorados para favorecer a ofensiva do imperialismo e dos seus súditos em nosso País, diante do agravamento da crise histórica do capitalismo em todo o mundo.

O PCO chama seus filiados, simpatizantes e a todos os trabalhadores a se integrarem à esta atividade e uma ação unitária de todas as organizações de luta dos explorados para barrar – por meio da mobilização nas ruas e pelos meios que forem necessários – a ofensiva da direita.

É hora de organizar caravanas de todas as regiões para participarem do ato. Para impulsionar esta perspectiva, convoca a todos os interessados a participarem da Plenária de análise e debate sobre a situação política, no próximo sábado (13), na Rua Serranos, 90, ao final da qual discutiremos as medidas concretas para participar da organização de caravanas da Capital e do Interior paulista.

O Fórum Criminal da Barra Funda, está situado na Avenida Doutor Abrahão Ribeiro, 313 e o Ato está marcado para começar ás 10h.

Dia 17, todos ao Fórum da Barra Funda. Abaixo a perseguição ao ex-presidente Lula e sua família.

Não ao impeachment! Não ao Golpe!

Jacques Rivette: cinema francês perde um dos “pais da Nouvelle Vague

Cineasta que foi o mais “misterioso” do principal movimento de cinema francês morreu aos 87 anos

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No último dia 29 de janeiro o cinema mundial, mas em especial o cinema francês perdeu Jacques Rivette, cinéfilo, crítico de cinema e cineasta que foi ao lado de Francois Truffaut e Jean Luc-Goddard um dos fundadores do movimento de cinema Nouvelle Vague. Rivette estava com 87 anos e ainda em atividade.

Do Quartier Latin à crítica de cinema

Jacques Rivette era amante do cinema desde jovem, em sua cidade natal, Rouen, ainda adolescente, ele fundou um cineclube. Ao final dos anos 1940, mudou-se para Paris para estudar na Sorbonne e passou a frequentar o Quartier Latin e o círculo de cinéfilos da cidade luz. Foi quando em 1950 fundou, juntamente com o então amigo, Eric Rohmer, a revista La Gazetta du Cinema. Em 1953 Rohmer e Rivette foram chamados a fazer parte da equipe de críticos da revista Cahiers du Cinéma. 10 anos depois Rivette se tornou editor chefe da revista que dirigiu até 1965.

Foi na redação da Cahiers que eles conheceriam François Truffaut e Jean Luc-Goddard e desta amizade surgiria, ainda na década de 1950 um dos mais importantes movimentos do cinema mundial e o principal do cinema francês, a Nouvelle Vague. A eles ainda se juntaria o cineasta e também crítico, Claude Chabrol.

As críticas produzidas por todos eles na Cahiers du Cinéma deixaram marca. Foram os críticos da revista que colocaram Alfred Hitchcock no patamar de filme de arte, em especial, François Truffaut. Já Rivette, amante de Jean Renoir e das comédias norte-americanas da era de ouro do cinema era admirador de Howard Hawks. Ele foi o primeiro a chamar este diretor de “gênio” destacava como genialidade a “evidência” dos filme de Hawks. Este grupo de críticos ficaram conhecidos como “hitchcocko-hawksianos”. Rivette também defendeu bastante nos textos o cinema de Fritz Lang, ainda na fase norte-americana. O cinema de Lang por sinal teve bastante influência sobre as produções cinematográficas de Rivette.

O início da Nouvelle Vague

Mesmo escrevendo para a revista, Rivette tinha muita vontade de fazer cinema. Seu início como cineasta foi em 1949 com o curta metragem “Aux Quatre Coins”, seguidos de “Quadrille” (1950) e “Le Coupe du Berger” (1956). Este último que foi rodado no apartamento de Chabrol é considerado como o ponto de partida da Nouvelle Vague.

O primeiro longa metragem veio dois anos depois, em 1958, com “Paris nos Pertence”, mas o filme só foi para as telas quatro anos depois. Neste filme já é possível identificar algumas das chamadas “obsessões” de Rivette em seus filmes, a estrutura teatral e labiríntica ou fantástica e a improvisação. Estas características fizeram com que o cineasta ficasse conhecido como o mais misterioso do movimento da Novelle Vague.

A censura do General De Gaulle

Em 1966 viria um dos filmes mais polêmicos de Rivette, a adaptação da obra de Denis Diderot, “A Religiosa”. O filme, mesmo antes de ficar pronto, foi proibido de ser exibido nos cinemas. O produtor, Georges de Beauregard, manteve as filmagens, mas o ministro da informação, Alain Peyrefitte, a mando de De Gaulle, proibiu a exibição.

O caso repercutiu nacionalmente o que gerou protestos da classe artística. Cerca de dois mil intelectuais assinaram um manifesto intitulado, “Libérez la Religieuse”, pedindo a liberação do filme e classificando a censura imposta como um retrocesso monárquico do regime. Os protestos chegaram aos sindicatos, realizadores e atores chamaram o governo de paternalista. A repercussão foi tanta que o Parlamento francês discutiu a censura ao filme e depois de muita pressão De Gaulle recuou e liberou o filme declarando “Não quero mais ouvir falar desta Religiosa , façam o que quiserem”.

A Religios”a teve sua estréia autorizada no começo de 1968, mas com restrição para menores de 18. Meses depois os estudantes tomariam Paris nos protestos daquele ano.

Foi no final da década de 1970 que Rivette teve sua fase mais excêntrica e digamos longa. Com L’Amour Fou ( 1967-1968) de quatro horas de duração e depois dois filmes intitulados Out One, “Noli me Tangere” e “Spectre” com mais de 12 horas de duração ao todo.

Depois seguiram-se “Celine e Julie Vão de Barco” de 1974, filme que teve relativo sucesso e “Duelle” e “Noroeste”, ambos de 1976 que foram verdadeiros fracassos de público o que afastou distribuidores e patrocinadores para outros projetos.

As musas de Rivette

Entre as atrizes que trabalharam com Jacques Rivette algumas ficaram marcadas como Jane Birkin, Sandrine Bonnaire, Emmanuelle Béart e Jeanne Balibar.

Nas décadas seguintes se destacam em sua produção “O Bando das Quatro” (1988), com Inês de Medeiros em um exercício de improvisação. “A Bela Intrigante” (1991) com Emanuelle Béart e Jane Birkin que levou o prêmio do Juri no Festival de Cannes, “Jeanne La Pucelle” (1994) com Sandrine Bonnaire interpretando Joana D’Arc e “Paris no Verão” (1995) com Jeanne Balibar.

Nos últimos anos Jacques Rivette, já septuagenário produziu ainda “Quem Sabe” (2001) da relação pessoal de atores de teatro, “Não Toque no Machado” (2007) e seu último filme em 2009, “36 Vues du Pic Saint-Loup” que conta como uma trupe de artistas de circenses tentam superar a morte do dono circo.

Vale a pena conferir o “mistério” dos filmes de Rivette em seus 30 filmes de sua carreira de pouco mais de 50 anos no cinema.

Revista Arte e Letra chega ao fim após sete anos em circulação

arteeletraApós se destacar pela publicação de contos inéditos, a revista curitibana Arte e Letra: Estórias, publica seu último número.

Idealizada pelos irmãos Frede e Thiago Tizzot, sócios da editora Arte e Letra, a revista, que tinha como objetivo publicar obras literárias pouco conhecidas ou inéditas no Brasil chega ao seu último número, 26, com a publicação “Z”.

A revista trimestral que, que circulava desde 2008, foi de “A” a “Z”, o que era o objetivo de seus idealizadores há algum tempo desde a metade do alfabeto, tendo em vista que o projeto tinha como um de seus principais objetivos não repetir autores, o que limitava o prazo de existência da mesma.

Alguns dos autores que fizeram parte das publicações foram: Edgar Allan Poe, Enrique Vila-Matas, Isaac Asimov, Ricardo Piglia, Luís Henrique Pellanda, Selva Almada, Almeida Faria, Marta Brunet, Pablo Besarón, Jens Smaerup Sorensen, Rogério Pereira, Leonardo Villa- Forte, Julie Fank e Tatiana Eiko, entre outros.

Além de ser uma revista de literatura, Arte e Letra: Estórias também valorizava o padrão gráfico, tendo em todas as publicações imagens de artistas plásticos, fotógrafos e ilustradores. O objetivo era apresentar artistas que não são ligados diretamente à literatura.

Outro fato a ser destacado é que alguns contos publicados na revista ganharam versão em livro, como “A mão na pena”, de Dalton Trevisan, edição artesanal que levou a editora a receber o prêmio da Biblioteca Nacional na categoria projeto gráfico. De acordo com Frede Tizzot: “Nesses anos de editora, observamos uma mudança em direção à valorização do livro como objeto. Foi a partir de pesquisas que fazíamos nesse sentido que surgiram os livros artesanais. É um trabalho demorado, leva cerca de um ano cada um. Com essa coleção, também ganhamos, no ano passado, um prêmio na Bienal Brasileira de Design Gráfico, no Rio.”

Análise Política da Semana estará de volta neste sábado, 13 de fevereiro

Debate sobre a situação política nacional e internacional

 

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Neste sábado, 13 de fevereiro, está de volta a Análise Política da Semana, transmitido ao vivo pela Causa Operária TV.

O companheiro Rui Costa Pimenta fará uma análise dos últimos acontecimentos, envolvendo a situação nacional e internacional. Como as eleições nos Estados Unidos; a luta envolvendo a Síria, o imperialismo e o Estado Islâmico; a Argentina e o governo de direita de Maurício Macri; a campanha da imprensa de perseguição e desmoralização do ex-presidente Lula; entre outros.

Será a retomada da Plenária do PCO, em São Paulo, após um período de recesso. A plenária é aberta aos interessados em participar presencialmente do debate, e tem transmissão ao vivo para que as pessoas de todo o país possam participar, enviando seus comentários e perguntas.

A Análse Política da semana acontece todos os sábados, às 9h30. A transmissão ao vivo se dá pela Causa Operária TV: acesse aqui e veja outros videos, palestras, cursos e entrevistas.

Baixada Fluminense sedia encontro interestadual do PCO

Seminário Regional do RJ e ES será realizado em Duque de Caxias no dia 20 de fevereiro e vai debater o fortalecimento do Partido da luta contra o golpe, pela Revolução e pelo Socialismo

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Estão sendo realizadas inscrições e reuniões preparatórias para a realização do terceiro Seminário Regional do PCO (de um total de 10 que já estão confirmados). Depois da interrupção para a realização da Universidade de Férias do PCO e do carnaval, no próximo dia 20 acontece em Duque de Caxias, há poucos minutos da Capital fluminense e numa região de fácil acesso para companheiros de todas as regiões do Estado do Rio e do Espirito Santo, o encontro reunindo dirigentes, militantes, filiados e simpatizantes do Partido da Causa Operária para debater o programa, a política para a situação atual e a organização do PCO no RJ e em todo o País.

O Seminário Regional do PCO do RJ/ES será o terceiro, seguindo os de Pernambuco e na Bahia, que reuniram cerca de 100 pessoas.

É esperada a presença de companheiros de mais de 10 cidades dos dois estados.

O local do encontro será o salão do Mont Blanc Apart Hotel, localizado na Rua Passos da Pátria – 115, no Bairro Jardim 25 de Agosto, em Duque de Caxias.

O início do Seminário está previsto para as 15 horas, do dia 20 de fevereiro.

O objetivo do Seminário é impulsionar a campanha de filiação e fortalecimento do PCO na região. Como nos demais encontros que o partido vem realizando, a direção partidária apresentará os principais pontos do programa partidário, debaterá a política revolucionária do partido diante do agravamento da crise política e econômica (principalmente diante da operação golpista levada adiante pela direita pró-imperialista) e explicará o funcionamento partidário, totalmente diferenciado dos demais partidos.

O Seminário será aberto à participação de todos os interessados em conhecer o partido e participar de sua luta.

Ainda no mês de fevereiro e março, o PCO realizará Seminários Regionais reunindo interessados dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul/Santa Catarina, Paraná, Ceará/Piauí/Maranhão, Pará/Amapá, Distrito Federa/Góiasl e Mato Grosso do Sul/Tocantis e Amazonas/Acre/Rondônia.

O calendário geral dos eventos está sendo fechado pela comissão encarregada da organização dos eventos e nas próximas edições vamos divulgá-lo.