Arquivo do autor:Henrique Áreas de Araujo

Pela Estatização da Energia Elétrica

Contas de luz pautadas no Dólar aumentam 51% no ano de 2015.

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Com a privatização do sistema de energia elétrica, as contas passaram a ser reajustadas em dólar. Com a alta da moeda norte-americana as contas de luz aqui no Brasil subiram mais de 51% no último ano. O aumento das contas de luz em 2015 também gerou a inadimplência dos consumidores. A associação das distribuidoras (Abradee) relatou que no primeiro semestre houve 3,1 milhões de cortes.

A Abradee alega que são tantos os inadimplentes que a empresa não consegue cortar o fornecimento de todos. Com isso, eles adotam outro procedimento; mandam o nome do consumidor devedor para os orgãos de proteção ao crédito SPC e Serasa.

Setores essenciais como água, luz, telefone, gás, transporte devem ser empresas estatais, pois são serviços fundamentais para o desenvolvimento do país e para a população. Jamais devem ficar a cargo de empresas estrangeiras. Como uma família vai ficar sem energia elétrica, sem água,sem gasolina,etc.? A população acaba pagando preços exorbitantes, pois são produtos indispensáveis para a vida moderna.

A causa da indimplência está explicada pela alta das contas de luz, quase nenhum trabalhador ganhou um terço de aumento que teve as contas de energia no país. O problema está na privatização do setor elétrico. Um setor essencial para a população é entregue a especuladores estrangeiros que somente visam o lucro e o envio de remessas para as suas filiais.

O consumidor não tem alternativa; ou ele paga a conta cotada em dólar ou ele fica na escuridão. Por isso, devemos lutar pela Estatização de todo o setor elétrico e os demais setores essenciais.

O imperialismo diante da crise nas primárias

As eleições primárias norte-americanas começadas dia primeiro tem causado crise dentro dos dois partidos norte-americanos

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A eleição no estado do Iowa, que aconteceu na última segunda-feira, teve resultados inesperados e que estimulam a crise política no país. Na votação do Partido Democrático Hillary Clinton, candidata do mercado financeiro, saiu praticamente empatada com o senador Bernie Sanders, um candidato da esquerda do partido ligado aos sindicatos. Na votação republicana o candidato do mercado financeiro, Jeb Bush, mesmo tem recebido mais de 150 milhões de dólares recebeu menos de 3% dos votos, a votação foi liderada por Ted Cruz, senador pelo Texas e ligado ao Tea Party, organização de caráter fascista dentro do partido republicano.

O resultado eleitoral republicano mostra uma incapacidade da burguesia norte-americana de garantir o seu candidato e de impedir que a extrema-direita tome conta do cenário eleitoral. Com a falência da campanha de Bush a direção do partido e o principal setor da burguesia americana se organiza para promover Marco Rubio, 3º lugar no processo eleitoral de Iwoa, como alternativa a extrema-direita e a Donald Trump.

No processo eleitoral democrata Hillary Clinton ganha de Bernie Sanders por apenas 0,2%, Sanders disse em um discurso que o resultado era “praticamente um empate”. Politicamente é uma grande derrota de Clinton, no começo da campanha tinha uma margem de 30% sobre Sanders. Agora pesquisas mostram que ela o vence por uma margem de 2%, ou seja, um empate técnico. Ainda mais Clinton se prepara para uma derrota na eleição de hoje em New Hampshire onde pesquisas apontam uma margem de 10 pontos para Sanders, algumas fontes como o portal de noticias Common Dreams coloca a margem 16 pontos percentuais.

A possível derrota de Clinton soou um alarme na burguesia e na imprensa burguesa norte-americana. O ex-presidente Bill Clinton, então ausente na campanha da esposa, fez uma discurso onde ele critica os projetos do Sanders como o projeto de saúde universal, universidades públicas sem mensalidade. A notícia dos ataques Bill Clinton a Sanders foram amplamente divulgados pela imprensa burguesa americana que já se movimenta para aumentar a campanha pró Clinton.

A burguesia americana faz um jogo duplo, em um partido tenta impedir a vitória da esquerda e no outro luta desesperadamente contra a ascensão da extrema direita, o decorrer das eleições contribui para acelerar a crise do regime político dos EUA.

A guerra contra a privatização da companhia aérea TAP

Para trabalhadores e partidos de esquerda, a reversão parcial da privatização da TAP é insuficiente

A guerra contra a privatização da companhia aérea TAP

A luta para retroceder a privatização da TAP (chamada antigamente de Transportes Aéreos Portugueses) ganha novo contorno em Portugal depois da sua privatização em novembro de 2015.

Depois do consórcio Gateway* adquirir 61% ações da TAP, o governo português (PSD/CDS) reverteu parcialmente a privatização adquirindo 50% da companhia contra 45% da Gateway. Porém o consórcio ainda pode obter 50% das ações caso adquira os 5% que estão nas mãos dos trabalhadores. As negociações não são muita claras, justamente porque apesar do governo ter a maior parte da companhia quem irá administra-la é o consórcio Gateway.

Os maiores críticos do governo são o PCP (Partido Comunista Português), os partidos BE (Bloco de Esquerda) e Os Verdes (Partido Ecologista), eles afirmam que a reversão para 50% é insuficiente e caso, a TAP caia em mãos privadas e estrangeiras pode ser o fim da companhia, o que seria um desastre para o país e aos aos interesses dos trabalhadores e do povo português.

Já a direita, imprensa burguesa e líderes da União Europeia em Bruxelas, criticaram bastante a decisão do governo por reverter parte da privatização feita na gestão anterior.

A TAP é a mais importante companhia área de Portugal e uma das maiores da Europa. Ela também é conhecida como uma grande companhia de manutenção de aviões, controlando inclusive a brasileira “Varig Engenharia e Manutenção”, com o maior centro de manutenção de aviões da América Latina.

* Consórcio formado pelo empresário David Neeleman (dono das companhias aéreas Azul e JetBlue Airways e da WestJet) e do empresário português Humberto Pedrosa

Dia 20 tem seminário do PCO no RJ

Encontros regionais para debater o programa, a política e a organização do Partido da luta contra o golpe, pela revolução e pelo socialismo recomeçam após o carnaval

 

Dando sequência à série de Seminários Regionais que o Partido da Causa Operária está realizando em todas as regiões do País, no próximo dia 20 acontece o encontro de filiados e simpatizantes do PCO dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O Encontro será o terceiro (já foram realizados Seminários em Pernambuco e na Bahia) e está prevista a presença de companheiros de mais de 10 cidades. O evento acontecerá em Duque de Caxias (na Baixada Fluminense), no Mont Blanc Apart Hotel, localizado na Rua Passos da Pátria – 115, no Bairro Jardim 25 de Agosto e tem início previsto para as 15 horas. O evento integra a campanha de filiação e fortalecimento do PCO e como em todos os encontros que o partido vem realizando, a direção do PCO fará um apresentação sobre os principais pontos do programa partidário, debaterá a política revolucionária do partido diante do agravamento da crise política e econômica e explicará o funcionamento partidário. O encontro é aberto à participação de todos os interessados em conhecer o partido e participar de sua luta. Os Seminários Regionais do PCO acontecerão até o mês de março, sendo realizados ainda encontros em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Piauí, Pará, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Nas próximas edições vamos divulgar o calendário destes próximos encontros.

Venezuela: assembleia de direita quer anistiar golpistas

Direita golpista quer libertar políticos que participaram de tentativas de derrubar o governo, como Leopoldo López

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Nesta quinta-feira, 4 de fevereiro, a direita venezuelana apresentou ao Congresso seu projeto de anistia para os golpistas condenados pela justiça venezuelana. Nas eleições do dia 6 de dezembro, como resultado de anos de tentativas golpistas, da sabotagem econômica e de uma campanha permanente na imprensa burguesa a direita conseguiu a maioria na Assembleia Nacional.

Durante a campanha eleitoral a direita golpista defendeu uma lei de anistia. O principal objetivo é libertar Leopoldo López, condenado a 13 anos de prisão em setembro. Em 2014 López liderou protestos violentos em Caracas, com a intenção de desestabilizar o País para derrubar o presidente Nicolás Maduro. Durante os protestos, a direita montou barricadas, chamadas “guarimbas”, em que ocorreram diversos incidentes de violência, que terminaram causando a morte de 43 pessoas. Mais mortes para a conta dam direita do “caracaço”.

Assim que a direita conseguiu eleger sua nova bancada, agora em maioria, para a Assembleia Nacional, uma organização de vítimas das “guarimbas” divulgaram uma nota rechaçando a anistia. Segundo as vítimas dos protestos violentos da direita, essa lei visa garantir a “impunidade”.

Além de Leopoldo López, a direita golpista quer libertar outros golpistas, incluindo foragidos do País acusados de enriquecimento ilícito e de traição. É o caso de Manuel Rosales, ex-prefeito de Maracibo, acusado em 2008 de enriquecimento ilícito. A direita golpista que, por meio de sua imprensa, faz uma campanha supostamente contra a corrupção em toda a América do Sul, defende seus corruptos golpistas, demonstrando mais uma vez a farsa de seu suposto combate à corrupção.

Golpe

A direita venezuelana nunca abandonou sua política golpista depois do fracasso da tentativa de derrubar Hugo Chavez em 2002. Inviável eleitoralmente em condições normais, os golpistas, a serviço do imperialismo, tentaram desestabilizar o País em diversas ocasiões. A queda do preço do petróleo, principal produto do País, deu uma oportunidade para essa direita colher os frutos de mais uma década de golpismo nas urnas.

O golpe é um golpe a serviço do imperialismo, que precisa aumentar seu controle sobre os países atrasados diante do aprofundamento da crise capitalista a partir de 2008. Esse é o sentido das campanhas golpistas em curso em toda a região.